26.6.08

do capítulo "A arte de ser Venusiana".

Eu ando pelas ruas e me impressiono com as pessoas, e não, não é de um modo positivo. Será tudo uma questão política-socio-econômica, ou simplesmente de falta de férias em Vênus?
Eis que me encontro indo para São Paulo - sim, morar no interior implica em usar transporte coletivo pra chegar na "cidade grande"-, fato é que ao entrar no ônibus, com meu banho recém tomado, perfume e maquiagem, pessoas chegam a me estranhar. Pergunto: Virou naturalidade exalar maus odores pelas axilas e ter o cabelo com uma raíz de 15cm?
Sabe, eu entendo o problema sócio-econômico-cultural desse nosso País, mas não consigo admitir o fato de uma pessoa levantar os braços ao seu lado e te desrespeitar exalando odores insuportáveis. Eu entendo que são trabalhadores, muitas vezes braçais, que ganham pouco e tudo o mais, acontece que... eu não tenho culpa disso.
Então levanto a questão da raíz de 15cm, sabe, eu nem comentaria se fosse uma senhorinha de setenta e poucos anos que não tinge o cabelo porque ganha 350R$ de aposentadoria, mas eu comento quando é uma jovem-moça na faixa dos 20 anos que um dia, vendo Rebeldes na TV, resolveu ser a Dulce Maria, e então, depois de 4 meses, a fofa fica com um cabelo parecendo que foi lavado com água de salsicha Eden®, preso, porque a tintura de 9,90R$ detonou com os fios, e ainda pra completar, com adereços ornamentáis, quase como origamis, na parte superior da cabeça.
Novamente, eu entendo que talvez a fofa não tenha dinheiro, e bla bla bla, mas eu pergunto: Por que resolveu ser a Dulce Maria se não tinha condições de manter?
Faça-me o favor. Na minha humilde opinião de menina-de-classe-média-nãotrabalhadora, postos de saúde deveriam distribuir desodorantes antitranspirantes, e as pessoas deveria ser conscientizadas que não é legal exalar odores insuportáveis pelas axilas. Eu entendo que existe o sofrimento, a falta de costume, a parte de cultura e bla bla bla, mas novamente: O que EU tenho a ver com isso?
Quanto a parte da super raíz da figurante dos Rebeldes, eu entendo que a TV acaba persuadindo as fofas do Brasil a comprarem adereços STYLE ex-BBB, pintar cabelo àla Dulce Maria, e se vestir como se estivesse indo ao Baile Funk, mas essas mesmas fofas deveriam pensar duas vezes sobre tudo isso.
Se não tem dinheiro pra tingir o cabelo, não faça. Se não tem corpinho de Renata Banhara, não use. Se não tem rostinho de Irisene Stefanelli, não pendure coisas na cabeça.
Onde está a alma Venusiana? Toda mulher pode ser bonita, é só aprender a enxergar com seus próprios olhos. E o que eu falo é sério. Quando for comprar uma roupa, não enxergue a Paris Hilton em você se está mais pra Dna Jura. A Dna Jura não ficaria bem de microsaia, mas um vestidinho justo no busto e largo na cintura cai muito bem.
Enxergue suas qualidades, mas também enxergue suas imperfeições. Existem pessoas que não nasceram pra serem loiras, e outras, não estão no México pra virar Dulce Maria.
Jeans e camisetinha. Pronto. E não venha alguém dizer "ahhh mas jeans é caro", fofa, você encontra jeans no lojão do brás pelo preço da blusinha da novela das 8 que te deixa horrorosa!
E cabelos? assuma os seus... Se tem medeixas negras e enroladas, quer alisar? passe Henê, mas não queira ser uma mistura de Naomi Campbell com Madonna.
Em Vênus, as pessoas são criadas para serem Deusas, e nem sempre as Deusas tem o rostinho da Natalie Portman e o corpo da Ivete Sangalo, mas mesmo assim, elas sabem exaltar suas qualidades e esconder as imperfeições. E isso icluí o odor debaixo dos braços...
Dove, Nivea, Rexona, Fa, Adidas etc etc, tem um corredor inteiro dessas coisinhas em todos os supermercados por algum motivo. E existem promoções em qualquer farmácia dessa invenção chamada "antitranspirante".
Glorinha Kalil, Cris Arcangelli, FANTASTICO e a parte feminina de qualquer jornal também dão dicas de postura, corpo, moda e até promoções de calças-jeans no Lojão do Brás.
Eu não julgo a falta de conhecimento, a falta de cultura, mas falta de higiene é insadmissível! Hoje, portanto, eu aprendi que existe MUITO sentido no ditado "Sou pobre mas sou limpinho", porque, de fato, nem todos são.