Alto, moreno, olhos claros. Amigos, cerveja e cigarro. Sonhos, ideais e desilusões. Vida boa, pais admiráveis, filho único. Carro, agenda lotada e dinheiro. Felicidade, saúde e saudades. Augusto, 22 anos, apaixonado.
Sexta no bar com os amigos: previsível. Augusto ligou para Clara, sua paixão não declarada, seu bem-estar, suas horas mais bem gastas, seu sorriso mais sincero, sua verdade. Estava se sentindo só. A lua brilhava no ponto mais alto, passava da meia-noite, o copo de cerveja suava sob a mesa e as histórias alheias não o interessavam. Clara não atendeu.
Augusto sentia um sentimento novo, sentia como se seu estômago estivesse preso, amarrado, vazio. Sentia uma fome insaciável, mas nada o apetecia. Suas idéias não se completavam, seu olhar não se focava, seu sorriso forçava para o lado. Algo estava estranho. As piadas dos amigos não faziam sentido "Estou de mau-humor", pensou.
As pausas entre uma chamada e outra pareciam tomar um ritmo diferente, assim como as batidas no seu peito, se contradiziam. Clara não atendeu pela terceira vez, Augusto não deixou de tentar a quarta. Logo ele, um alguém orgulhoso que dizia não insistir, foi traído pelos instintos. Acendeu mais um cigarro.
Os minutos não estavam mais correndo como antes, e ele só se concentrava em encontrar Clara, em saber porque ela não estava lá aquela noite. Queria falar com ela, vê-la por alguns momentos, nem se fosse só levá-la pra casa. Seu desejo mais estranho era o de sentir o cheiro dos cabelos dela, de sentir seu perfume ao passar, de ouvir aquela risada exagerada.
O barulho alto do outro lado da linha não o deixava escutar direito, mas a voz era doce:
"Oi Ti!", Clara atendeu finalmente.
"Cadê você?",
"Em um bar com meus amigos".
Augusto sentiu uma dúvida estranha, um pensamento que saiu em voz alta, "Ah, com seus amigos...legal." disse em tom diferente, baixo, sem entusiasmo algum, quase que reprimindo.
"Tá tudo bem aí?", Clara desconfiou.
"Uhum..." Ele respondeu sem novamente perceber o tom ríspido em sua voz.
"hum, então tá, depois eu te ligo! Beijo, Ti!".
Uma onda de descrença tomou conta dele, como uma interrogação pelas últimas palavras de Clara, "Beijo, Tchau", quase bravo, desligou sem esperar a reação, porém, dentro dele, ele esperava que ela retornasse.
Seus impulsos tomaram conta da situação, algo novo pra ele, sempre tão controlado, que desacreditava no tal ciúmes que todos falavam, mas lá estava Augusto, de pé encostado na parede, longe de todos seus amigos, olhando para seu celular, esperando que Clara retornasse, desejando ligar novamente e dizer mais, pedir desculpas talvez, perguntar se podia ir buscá-la, mas outra parte nova dele pensou duas vezes, não querendo dar motivos pra ela pensar que ele estivesse preocupado.
A sexta havia terminado, e Augusto voltou pra casa ainda esperando que Clara ligasse. Mas ele também não ligou. Tentou disfarçar repetindo em sua mente que não se importava, e neste dia, de lua cheia, Augusto pendurou seu quadro na parede dos apaixonados. Foi traído pelos instintos, tomado pelo ciúmes, e agora, angustiado pelo dia seguinte.
9.12.08
7.10.08
Liberdade.
Pedro olhou ao redor e tudo parecia confuso, a luz negra fazia o branco dos dentes de Paula brilharem, o pó branco separado em fileiras já bagunçadas sob a mesa de vidro eram a fonte do lilás mais brilhante. Entregou-se ao lilás e agarrou Paula sem pudor. O som ao fundo era ensurdecedor, as batidas não paravam e, naquele dia, ele não sentiu seu coração e respiração seguir o ritmo.
As luzes que brilhavam do outro lado do bar pareciam o chamar, ele observava atentamente o piscar do neon vermelho fazendo curvas sob o corpo de alguém. Logo ali, tão perto, mas ele sabia que se seu corpo não chegaria tão longe. Paula curvou-se e cheirou mais um pouco daquilo que a fazia sorrir, ele observou desapontado.
Houve um dia que Pedro não teve a necessidade de se sentir completo no meio de tudo tão perdido. Aquela liberdade que ele almejou por toda sua juventude, neste dia, o fez infeliz. Em um impulso puxou Paula e a abraçou, ela por sua vez, agitada com o sangue bombando em suas veias, o empurrou com um olhar de desprezo. Sua noite acabaria solitária.
Não foi a primeira vez que Pedro sentiu o peso da solidão, o peso de ter tudo mas não ter nada em absoluto. O copo cheio de vodka desceu pela sua garganta sem ele sentir. Pedro tinha o que sonhava: era sócio de uma casa noturna badalada, seu carro atingia 3 dígitos em segundos, seu apartamento nunca ficava vazio e sua cama feita sob medida sempre contava com um corpo esbelto feminino. Mas não naquela noite.
Pedro abriu a geladeira procurando satisfazer sua ansiedade, as garrafas de cerveja e vodka não era o que ele procurava, a caixa quase vazia com algumas torradas não era o que ele queria. Vasculhou os armários e encontrou alguns chocolates perdidos que ao derreterem em sua boca, trouxeram lembranças.
Sua infância havia sido tímida, cheia de dúvidas e problemas. Nunca foi um aluno ou filho que não desse orgulho. Sua Mãe era uma dona-de-casa adorável, sua Avô o apresentava para todos, seu Pai se orgulhava por cada palavra que saia de sua boca, mas, durante a vida cheia de perguntas e inseguranças, ele tornou-se um outro alguém.
Suas primeiras noites de bebedeira com seus primos o fez prometer nunca mais encostar numa garrafa, obviamente uma promessa que não fora mantida. As primeiras noites de sexo casual aos 17 anos o fez prometer nunca mais repetir, e ele já havia repetido pelo menos três vezes na última semana. Seu primeiro baseado o fez feliz, e ele prometeu que era apenas por curtição, hoje, o pó era uma necessidade.
Sentou-se no sofá bege e sentiu um cheiro doce vindo de uma vela perfumada na mesa de centro, Pedro demorou alguns segundos até decifrar o por que aquele odor fazia-o sentir confortável e perto de estar completo. A imagem foi aos poucos desenhada em sua mente, como um quebra-cabeça: lábios finos, sorriso tímido, olhar atento, cabelos compridos, castanhos e lisos.
Laura o fez descobrir o mundo, seu cheiro doce era espalhado pelo vento que batia na varanda onde se conheceram. Seu rosto era angelical, suas mãos eram macias e ele sabia que aquele toque era ímpar. Laura foi a dona do bater mais forte de seu coração, do sorriso mais espontâneo por uma surpresa, do beijo mais demorado de saudades, do abraço mais apertado de amor.
Pedro lembrou-se do sentimento mais excitante que já havia presenciado, do bater ardido que seu coração já foi responsável, das perguntas sem respostas que o faziam fugir, da insegurança em perder sua liberdade, de não ter aquilo que ele julgava necessário. Lembrou-se de como aquela insegurança o fazia vivo. Era melhor que qualquer whisky importado, melhor que o pó mais puro que já havia experimentado.
Cinco anos haviam se passado desde que Laura o deixou viver sua vida. Ela queria um amor, ele liberdade. Ela queria segurança, ele aventuras. Ela era sentimento, ele razão. Ela era o hoje, ele o amanhã. Ela queria estar presente... ele também. Pedro fugiu daquilo que era certo e correu atrás de seus sonhos, sonhos esses que hoje não mais o satisfaziam.
A cama naquela madrugada parecia fria, procurou encontrar satisfação com as lembranças das noites viradas com Laura ao seu lado, reclamando da sua falta de carinho, pedindo por sua atenção. Pensou no sexo não-casual que eles dividiram por um tempo, do olhar doce que sempre vinha após o prazer, dos cabelos que tantas vezes estiveram entrelaçados em seus dedos. Pedro encontrou felicidade, mas sabia que era tarde.
Era tarde pra ligar e dizer "Sinto muito", tarde pra perceber oque já estivera claro em sua mente algumas vezes. Era tarde pra deixar pra trás sua liberdade. Agarrou o telefone e discou, com a esperança de que ela atendesse, ele ainda sabia seu número sem precisar pensar.
Uma voz rouca atendeu "Alô?", Pedro ficou mudo por alguns segundos e sua mão suava "Laura?", um silêncio absoluto pareceu congelar sua espinha "Pedro?", "Uhum...", "Pedro, é um pouco tarde!", ela disse com uma risada no fim, "É muito tarde?". Laura voltou a rir "4 e meia da manhã... o que aconteceu? Tá tudo bem?", "É muito tarde pra dizer que eu ainda te amo?". Um silêncio tomou conta da situação, "Desculpa, eu não deveria ter ligado...", "Não, eu só não sei o que te dizer...", "Eu demorei demais", ela voltou a rir "É, demorou sim!".
Neste dia, Pedro perdeu a liberdade, mas ganhou a esperança natural de um coração que batia mais forte por alguém que o ensinou a agora, esperar também. "Eu queria te ver", "Pedro... agora eu não posso mais".
As luzes que brilhavam do outro lado do bar pareciam o chamar, ele observava atentamente o piscar do neon vermelho fazendo curvas sob o corpo de alguém. Logo ali, tão perto, mas ele sabia que se seu corpo não chegaria tão longe. Paula curvou-se e cheirou mais um pouco daquilo que a fazia sorrir, ele observou desapontado.
Houve um dia que Pedro não teve a necessidade de se sentir completo no meio de tudo tão perdido. Aquela liberdade que ele almejou por toda sua juventude, neste dia, o fez infeliz. Em um impulso puxou Paula e a abraçou, ela por sua vez, agitada com o sangue bombando em suas veias, o empurrou com um olhar de desprezo. Sua noite acabaria solitária.
Não foi a primeira vez que Pedro sentiu o peso da solidão, o peso de ter tudo mas não ter nada em absoluto. O copo cheio de vodka desceu pela sua garganta sem ele sentir. Pedro tinha o que sonhava: era sócio de uma casa noturna badalada, seu carro atingia 3 dígitos em segundos, seu apartamento nunca ficava vazio e sua cama feita sob medida sempre contava com um corpo esbelto feminino. Mas não naquela noite.
Pedro abriu a geladeira procurando satisfazer sua ansiedade, as garrafas de cerveja e vodka não era o que ele procurava, a caixa quase vazia com algumas torradas não era o que ele queria. Vasculhou os armários e encontrou alguns chocolates perdidos que ao derreterem em sua boca, trouxeram lembranças.
Sua infância havia sido tímida, cheia de dúvidas e problemas. Nunca foi um aluno ou filho que não desse orgulho. Sua Mãe era uma dona-de-casa adorável, sua Avô o apresentava para todos, seu Pai se orgulhava por cada palavra que saia de sua boca, mas, durante a vida cheia de perguntas e inseguranças, ele tornou-se um outro alguém.
Suas primeiras noites de bebedeira com seus primos o fez prometer nunca mais encostar numa garrafa, obviamente uma promessa que não fora mantida. As primeiras noites de sexo casual aos 17 anos o fez prometer nunca mais repetir, e ele já havia repetido pelo menos três vezes na última semana. Seu primeiro baseado o fez feliz, e ele prometeu que era apenas por curtição, hoje, o pó era uma necessidade.
Sentou-se no sofá bege e sentiu um cheiro doce vindo de uma vela perfumada na mesa de centro, Pedro demorou alguns segundos até decifrar o por que aquele odor fazia-o sentir confortável e perto de estar completo. A imagem foi aos poucos desenhada em sua mente, como um quebra-cabeça: lábios finos, sorriso tímido, olhar atento, cabelos compridos, castanhos e lisos.
Laura o fez descobrir o mundo, seu cheiro doce era espalhado pelo vento que batia na varanda onde se conheceram. Seu rosto era angelical, suas mãos eram macias e ele sabia que aquele toque era ímpar. Laura foi a dona do bater mais forte de seu coração, do sorriso mais espontâneo por uma surpresa, do beijo mais demorado de saudades, do abraço mais apertado de amor.
Pedro lembrou-se do sentimento mais excitante que já havia presenciado, do bater ardido que seu coração já foi responsável, das perguntas sem respostas que o faziam fugir, da insegurança em perder sua liberdade, de não ter aquilo que ele julgava necessário. Lembrou-se de como aquela insegurança o fazia vivo. Era melhor que qualquer whisky importado, melhor que o pó mais puro que já havia experimentado.
Cinco anos haviam se passado desde que Laura o deixou viver sua vida. Ela queria um amor, ele liberdade. Ela queria segurança, ele aventuras. Ela era sentimento, ele razão. Ela era o hoje, ele o amanhã. Ela queria estar presente... ele também. Pedro fugiu daquilo que era certo e correu atrás de seus sonhos, sonhos esses que hoje não mais o satisfaziam.
A cama naquela madrugada parecia fria, procurou encontrar satisfação com as lembranças das noites viradas com Laura ao seu lado, reclamando da sua falta de carinho, pedindo por sua atenção. Pensou no sexo não-casual que eles dividiram por um tempo, do olhar doce que sempre vinha após o prazer, dos cabelos que tantas vezes estiveram entrelaçados em seus dedos. Pedro encontrou felicidade, mas sabia que era tarde.
Era tarde pra ligar e dizer "Sinto muito", tarde pra perceber oque já estivera claro em sua mente algumas vezes. Era tarde pra deixar pra trás sua liberdade. Agarrou o telefone e discou, com a esperança de que ela atendesse, ele ainda sabia seu número sem precisar pensar.
Uma voz rouca atendeu "Alô?", Pedro ficou mudo por alguns segundos e sua mão suava "Laura?", um silêncio absoluto pareceu congelar sua espinha "Pedro?", "Uhum...", "Pedro, é um pouco tarde!", ela disse com uma risada no fim, "É muito tarde?". Laura voltou a rir "4 e meia da manhã... o que aconteceu? Tá tudo bem?", "É muito tarde pra dizer que eu ainda te amo?". Um silêncio tomou conta da situação, "Desculpa, eu não deveria ter ligado...", "Não, eu só não sei o que te dizer...", "Eu demorei demais", ela voltou a rir "É, demorou sim!".
Neste dia, Pedro perdeu a liberdade, mas ganhou a esperança natural de um coração que batia mais forte por alguém que o ensinou a agora, esperar também. "Eu queria te ver", "Pedro... agora eu não posso mais".
2.10.08
Disfarce.
Me segurei mais uma vez. Eu nunca soube dizer um adeus e nunca soube aceitar viver sem a minha ilusão de ser feliz. Eu estava feliz. Meu sorriso nunca foi irreal e meus olhos olhavam de lado, disfarçando meu amor. Tentei me esconder.
Não será hoje o dia de eu dizer que já te esquecí e não estou nem ligando se você for embora. Não é nenhum segredo que eu não sei fazer isso, não é surpresa que eu não te mande viver a sua vida bem longe dos momentos que eu sei que também te fizeram feliz. Eu não vou dizer coisas contrárias.
Minha confusão tornou-se parte de mim, e eu não sei como é viver sem ela. Eu não sei se eu quero viver sem ela. Guardo as lembranças no presente, como algo que me segure a continuar. Talvez eu não deva continuar, simples assim, mas, simplicidade não é algo que faz parte de mim, todo mundo sabe.
Cair na mesma história é quase um final feliz, e não é que eu fique procurando remexer ou colar oque já foi quebrado mas é quase inevitável. Eu conheço essa história e sei que ela não talvez não chegue a lugar nenhum muito longe, mas eu nunca liguei pra isso. Eu não vou mentir pra mim.
Não estou bem certa em afirmar que meu outro lado é oposto, que meu outro lado disfarce tudo, menos o olhar. O outro lado se esconde, sem ao menos tentar, diz ser hoje o último dia, que não está nem aí. Sabe esconder as lembranças como se elas tivessem dissipado com o vento. Esse outro lado vive certo, sem confusão alguma, sabe o que quer, e não acredita no inevitável.
Meu outro lado conhece a confusão, não se dá bem com ela exatamente por se sentir exposto, e ele quer disfarçar. Meu outro lado vive pelo amanhã, pelo o que pode vir a acontecer, pelas consequências. Esse outro lado é frio, disfarça ser sensível, torna-se intocável e egoísta, mas sente por dentro as consequências de evitar.
O meu erro é nunca saber em qual lado acreditar, qual deles faz o certo, qual deles eu escolho pro meu amanhã. Qual deles acredita tanto no amor ao ponto de se jogar ou evitar. Qual deles tem mais perguntas que respostas. Qual deles se sente mais livre sendo preso.
No final no dia, os dois lados são iguais, usam máscaras pra fugir do medo de voar sozinho, e, no fim, tudo acaba confuso e sem nenhuma explicação, e é exatamente assim que eu escolho um amanhã acreditando que nada será perfeito, porque nada é perfeito.
Nenhum lado é certo demais, nenhum deles sabe ao certo oque fazer, só seria mais simples juntar os dois e parar de uma vez por todas com a confusão, e todo o disfarce.
Não será hoje o dia de eu dizer que já te esquecí e não estou nem ligando se você for embora. Não é nenhum segredo que eu não sei fazer isso, não é surpresa que eu não te mande viver a sua vida bem longe dos momentos que eu sei que também te fizeram feliz. Eu não vou dizer coisas contrárias.
Minha confusão tornou-se parte de mim, e eu não sei como é viver sem ela. Eu não sei se eu quero viver sem ela. Guardo as lembranças no presente, como algo que me segure a continuar. Talvez eu não deva continuar, simples assim, mas, simplicidade não é algo que faz parte de mim, todo mundo sabe.
Cair na mesma história é quase um final feliz, e não é que eu fique procurando remexer ou colar oque já foi quebrado mas é quase inevitável. Eu conheço essa história e sei que ela não talvez não chegue a lugar nenhum muito longe, mas eu nunca liguei pra isso. Eu não vou mentir pra mim.
Não estou bem certa em afirmar que meu outro lado é oposto, que meu outro lado disfarce tudo, menos o olhar. O outro lado se esconde, sem ao menos tentar, diz ser hoje o último dia, que não está nem aí. Sabe esconder as lembranças como se elas tivessem dissipado com o vento. Esse outro lado vive certo, sem confusão alguma, sabe o que quer, e não acredita no inevitável.
Meu outro lado conhece a confusão, não se dá bem com ela exatamente por se sentir exposto, e ele quer disfarçar. Meu outro lado vive pelo amanhã, pelo o que pode vir a acontecer, pelas consequências. Esse outro lado é frio, disfarça ser sensível, torna-se intocável e egoísta, mas sente por dentro as consequências de evitar.
O meu erro é nunca saber em qual lado acreditar, qual deles faz o certo, qual deles eu escolho pro meu amanhã. Qual deles acredita tanto no amor ao ponto de se jogar ou evitar. Qual deles tem mais perguntas que respostas. Qual deles se sente mais livre sendo preso.
No final no dia, os dois lados são iguais, usam máscaras pra fugir do medo de voar sozinho, e, no fim, tudo acaba confuso e sem nenhuma explicação, e é exatamente assim que eu escolho um amanhã acreditando que nada será perfeito, porque nada é perfeito.
Nenhum lado é certo demais, nenhum deles sabe ao certo oque fazer, só seria mais simples juntar os dois e parar de uma vez por todas com a confusão, e todo o disfarce.
26.9.08
Razões e desilusões.
"O mercado tá cada vez pior! Ou a gnt entra no jogo, ou vamos passar a vida inteira esperando o principe chegar..."
"homem é tudo igual minha filha, não importa a idade.
é DNA isso aí."
"Estar toda bonitona não é mais o suficiente desde quando????"
"Pequenininha, cabelo liso, magrinha. O de sempre!"
"Tá mto foda! Não se fazem mais rapazes como antigamente!"
"Eu já me conformei em morrer encalhada....... "
Tento novamente entender o raciocínio masculino. Encontrar comentários como estes acima não é a coisa mais difícil nesse mundo. Se você é uma pessoa que convive com algumas mulheres, provavelmente vc as ouve quase que diariamente. O que mais me intriga é o fato de olhar para mulheres que têm tudo pra ser a melhor namorada que um homem pode pedir, e ainda assim, ouvir isto.
Talvez os homens não passem pelo "momento família" que nós, mulheres, temos que engolir seco todas as vezes que encontramos com as Tias e Avós. Esse momento além de nos fazer sentir a última solteirona do Universo, nos faz crer que o mar, definitivamente, não está pra peixe.
Encontrar um homem legal já é difícil, encontrar um homem legal que queira algo "sério" é quase uma missão impossível. Isso me faz entender a putaria cotidiana e a inferioridade do sexo feminino na hora de conquistar alguém. Não é nada fácil pra uma mulher tentar viver no século passado quando todas seguravam suas periquitas na gaiola, afinal, se você não dá, outra vai e faz isso por você.
Nos dias de hoje creio que pra um homem te enxergar como uma mulher de verdade você precisa muito mais que estar impecavelmente bem-arrumada, perfumada e disposta a ter uma boa conversa. Você precisa ser loira, magérrima, cabelos lisos e sem sal, mas aquele tipo "picolé de chuchu" que todo cara adora desfilar do lado pra mostrar pros amigos.
Não basta você ser amável, você tem que ser amável sem pegar no pé. Não basta você ser amiga, você tem que ser amiga sem cobrar nada. Não basta você ser bonita, você tem que ser uma Top Model. Não basta você ser quem é, você tem que ser muito além.
Pensando nisso acabei concluindo que, incrivelmente, os homens são muito mais exigentes que todo mundo imagina. Engraçado que quando você está solteira há mais de 4 meses o que você mais ouve dos amigos e "entes queridos" é "Ah, você é muito exigente!". SIM, exigentes talvez porque a gente sabe dar valor a quem nós somos, e desde quando isso não é uma qualidade? Ainda mais nos dias de hoje que homem nenhum com bom papo precise pagar pra levar alguma bonitinha pra cama.
Estranho é discutir isso com homens e eles dizerem "Ah, mas na hora de casar são mulheres como você que a gente procura". Alô, Planeta Terra chamando? Quando algum homem decente decidir CASAR eu e todas as minhas amigas estaremos passando pelo botóx!
Sabe, eu não penso realmente que eu ou alguma amiga minha esteja pensando em casar com 20 e poucos anos, mas ter alguém pra mandar mensagem no celular sem sentir culpa a gente quer sim! Nós queremos alguém pra dividir um pacote de pipoca com manteiga de cinema num domingão chuvoso. Nós queremos SIM alguém pra nos acompanhar nos jantares intermináveis de família sem passar pelo super momento "você tá ficando velha, precisa de um homem!".
A boa notícia é que assim como nós adoramos coisinhas chatinhas do dia-a-dia de um casal chatinho e picolé de chuchu, mas nós igualmente adoramos momentos incríveis de procurar ET's no céu pós orgasmo. Eu não conheço todas as mulheres do Mundo, mas conheço o suficiente pra ter noção do que eu estou dizendo.
Você se apaixona então hoje por um cara da sua idade, ok, a imagem que quase todas as mulheres do mundo [mesmo que for só o meu], é que está então na hora de se congelar por 20 anos, pra quando ele decidir virar homem, aí você estará enxuta, o amando e ele na crise dos 40, te querendo.
Eu não acreditava no que me diziam quando eu era mais nova, que homens só viram homens depois dos 30, minhas amigas também, elas inclusive acreditavam no Papai Noel, Fada do dente e afins. Hoje, contudo, depois de ouvir tanto desespero feminino por homens que as trocam por picolés de chuchu [que adoram escorregar em mãos alheias], eu passei a crer piamente nisso.
Se um dia alguém me provar o contrário, eu volto aqui e escrevo uma declaração pedindo perdão, mas, honestamente? A esperança acaba igualzinho o Strogonoff da Mamãe, vapt-vupt!
E a parte ruim disso tudo é saber que eu não falo só por mim, eu falo por muitas amigas minhas e pessoas que eu conheço que sentem a mesma coisa. Sentem que ser amada é uma missão impossível, que ser desejada é impraticante, que encontrar um homem decente é ilusão.
Para e pensa como essa declaração é triste e deixa o mundo mais cinza. Os homens acabaram com as esperanças femininas, e é ÓBVIO que quando um que não é "TABACUDO" -como diria uma de minhas amigas- leva alguém a sério, acha que a pessoa é uma louca desvairada! Nós não sabemos como é ser amada, não sabemos como reagir a algo bom, não conseguimos crer que isso existe!
E agora vem dizer que a culpa é da mulher? Mil perdões, mas se tem algo que mulher NENHUMA nesse mundo é culpada é de não saber como é ser amada.
Depois reclamam que o número de gays aumenta a cada dia, daqui alguns anos seremos 50% heteros X 50% gays e aí, você homem tabacudo, não terá mais nenhuma pra te dar boa noite, todas elas estarão nos braços de OUTRA, e aí quem vai ter que aprender a dividir e a não ser amado será você.
Por que é tão difícil enxergar qualidades? aceitar o amor? Você não fazendo isso pode acabar com o colorido da vida de alguém, e esse alguém vai ficar chato acabando com o colorido da vida de mais uma multidão, e tudo porque você não soube aceitar amar.
Mulheres, nada que eu disse vai mudar um pedacinho da consciência masculina, mas existem sim vida no Planeta, só tem que ter paciência e muita fé!
"homem é tudo igual minha filha, não importa a idade.
é DNA isso aí."
"Estar toda bonitona não é mais o suficiente desde quando????"
"Pequenininha, cabelo liso, magrinha. O de sempre!"
"Tá mto foda! Não se fazem mais rapazes como antigamente!"
"Eu já me conformei em morrer encalhada....... "
Tento novamente entender o raciocínio masculino. Encontrar comentários como estes acima não é a coisa mais difícil nesse mundo. Se você é uma pessoa que convive com algumas mulheres, provavelmente vc as ouve quase que diariamente. O que mais me intriga é o fato de olhar para mulheres que têm tudo pra ser a melhor namorada que um homem pode pedir, e ainda assim, ouvir isto.
Talvez os homens não passem pelo "momento família" que nós, mulheres, temos que engolir seco todas as vezes que encontramos com as Tias e Avós. Esse momento além de nos fazer sentir a última solteirona do Universo, nos faz crer que o mar, definitivamente, não está pra peixe.
Encontrar um homem legal já é difícil, encontrar um homem legal que queira algo "sério" é quase uma missão impossível. Isso me faz entender a putaria cotidiana e a inferioridade do sexo feminino na hora de conquistar alguém. Não é nada fácil pra uma mulher tentar viver no século passado quando todas seguravam suas periquitas na gaiola, afinal, se você não dá, outra vai e faz isso por você.
Nos dias de hoje creio que pra um homem te enxergar como uma mulher de verdade você precisa muito mais que estar impecavelmente bem-arrumada, perfumada e disposta a ter uma boa conversa. Você precisa ser loira, magérrima, cabelos lisos e sem sal, mas aquele tipo "picolé de chuchu" que todo cara adora desfilar do lado pra mostrar pros amigos.
Não basta você ser amável, você tem que ser amável sem pegar no pé. Não basta você ser amiga, você tem que ser amiga sem cobrar nada. Não basta você ser bonita, você tem que ser uma Top Model. Não basta você ser quem é, você tem que ser muito além.
Pensando nisso acabei concluindo que, incrivelmente, os homens são muito mais exigentes que todo mundo imagina. Engraçado que quando você está solteira há mais de 4 meses o que você mais ouve dos amigos e "entes queridos" é "Ah, você é muito exigente!". SIM, exigentes talvez porque a gente sabe dar valor a quem nós somos, e desde quando isso não é uma qualidade? Ainda mais nos dias de hoje que homem nenhum com bom papo precise pagar pra levar alguma bonitinha pra cama.
Estranho é discutir isso com homens e eles dizerem "Ah, mas na hora de casar são mulheres como você que a gente procura". Alô, Planeta Terra chamando? Quando algum homem decente decidir CASAR eu e todas as minhas amigas estaremos passando pelo botóx!
Sabe, eu não penso realmente que eu ou alguma amiga minha esteja pensando em casar com 20 e poucos anos, mas ter alguém pra mandar mensagem no celular sem sentir culpa a gente quer sim! Nós queremos alguém pra dividir um pacote de pipoca com manteiga de cinema num domingão chuvoso. Nós queremos SIM alguém pra nos acompanhar nos jantares intermináveis de família sem passar pelo super momento "você tá ficando velha, precisa de um homem!".
A boa notícia é que assim como nós adoramos coisinhas chatinhas do dia-a-dia de um casal chatinho e picolé de chuchu, mas nós igualmente adoramos momentos incríveis de procurar ET's no céu pós orgasmo. Eu não conheço todas as mulheres do Mundo, mas conheço o suficiente pra ter noção do que eu estou dizendo.
Você se apaixona então hoje por um cara da sua idade, ok, a imagem que quase todas as mulheres do mundo [mesmo que for só o meu], é que está então na hora de se congelar por 20 anos, pra quando ele decidir virar homem, aí você estará enxuta, o amando e ele na crise dos 40, te querendo.
Eu não acreditava no que me diziam quando eu era mais nova, que homens só viram homens depois dos 30, minhas amigas também, elas inclusive acreditavam no Papai Noel, Fada do dente e afins. Hoje, contudo, depois de ouvir tanto desespero feminino por homens que as trocam por picolés de chuchu [que adoram escorregar em mãos alheias], eu passei a crer piamente nisso.
Se um dia alguém me provar o contrário, eu volto aqui e escrevo uma declaração pedindo perdão, mas, honestamente? A esperança acaba igualzinho o Strogonoff da Mamãe, vapt-vupt!
E a parte ruim disso tudo é saber que eu não falo só por mim, eu falo por muitas amigas minhas e pessoas que eu conheço que sentem a mesma coisa. Sentem que ser amada é uma missão impossível, que ser desejada é impraticante, que encontrar um homem decente é ilusão.
Para e pensa como essa declaração é triste e deixa o mundo mais cinza. Os homens acabaram com as esperanças femininas, e é ÓBVIO que quando um que não é "TABACUDO" -como diria uma de minhas amigas- leva alguém a sério, acha que a pessoa é uma louca desvairada! Nós não sabemos como é ser amada, não sabemos como reagir a algo bom, não conseguimos crer que isso existe!
E agora vem dizer que a culpa é da mulher? Mil perdões, mas se tem algo que mulher NENHUMA nesse mundo é culpada é de não saber como é ser amada.
Depois reclamam que o número de gays aumenta a cada dia, daqui alguns anos seremos 50% heteros X 50% gays e aí, você homem tabacudo, não terá mais nenhuma pra te dar boa noite, todas elas estarão nos braços de OUTRA, e aí quem vai ter que aprender a dividir e a não ser amado será você.
Por que é tão difícil enxergar qualidades? aceitar o amor? Você não fazendo isso pode acabar com o colorido da vida de alguém, e esse alguém vai ficar chato acabando com o colorido da vida de mais uma multidão, e tudo porque você não soube aceitar amar.
Mulheres, nada que eu disse vai mudar um pedacinho da consciência masculina, mas existem sim vida no Planeta, só tem que ter paciência e muita fé!
11.9.08
Labirinto.
Fechei os olhos ao sentir meu peito queimando por dentro, meu coração acelerou e minhas mãos soavam. Prendí a respiração por alguns instantes e, em quase um segundo, me arrependí.
Analisei as palavras, revirei pensamentos e desenterrei as emoções, lá estava eu perdida, mais uma vez. Uma, duas, três, incontáveis vezes que o tempo não foi suficiente. O tempo me fez bem assim como me fez mal.
A ansiedade de querer algo que talvez não seja aquilo que eu espero, os minutos de ira e as horas de sorrisos espontâneos. Talvez eles não sejam suficientes, não mais.
Ficar entre o sim e o não acabando com a minha sobriedade, fazendo de mim alguém pior, alguém que não está contente, alguém que se sente infeliz, alguém que se acha medíocre. Eu não preciso disso.
Eu não preciso, mas mesmo assim isso parece precisar de mim. Me falta ar novamente e minha garganta parece se fechar, meu rosto treme e é inevitável segurar uma lágrima. Uma, duas, três, incontáveis lágrimas que não foram suficientes. Tento me convencer que eu sou forte. Eu costumava ser mais forte.
Aqui estou eu, arrependida, mais uma vez, me fazendo perguntas, e auto-análises incansáveis que não chegam perto de respostas claras, somente me levam a pensamentos absurdos, a atos impulsivos e ao crescimento das minhas dúvidas. Eu não quero mais aguentar.
Eu luto contra os sinais do meu corpo, que clamam por descanso, que em desespero mandam eu parar. Chego a planos absurdos de mudança, a atos desesperados por atenção, a falta de ser quem eu realmente sou. Eu sei ser diferente, eu preciso ser diferente.
Esse labirinto parece não ter saída, o que não me impressiona, já que eu não me lembro como eu entrei dentro dele. Eu olho pra cima e tenho a impressão de ser maior que as paredes, mas eu olho por cimas delas e não enxergo nada. Eu nunca enxerguei muito bem, eu preciso enxergar melhor.
Abrí os olhos e a luz chegou a queimar, essa luz parece incomodar, eu quero apagá-la mas eu estou com medo de ficar no escuro, mais uma vez. O escuro me dá medo, e eu me pergunto por quê eu passo tanto tempo nele. Eu gostava do sol, mas agora... eu não quero que ele apareça... não agora.
Analisei as palavras, revirei pensamentos e desenterrei as emoções, lá estava eu perdida, mais uma vez. Uma, duas, três, incontáveis vezes que o tempo não foi suficiente. O tempo me fez bem assim como me fez mal.
A ansiedade de querer algo que talvez não seja aquilo que eu espero, os minutos de ira e as horas de sorrisos espontâneos. Talvez eles não sejam suficientes, não mais.
Ficar entre o sim e o não acabando com a minha sobriedade, fazendo de mim alguém pior, alguém que não está contente, alguém que se sente infeliz, alguém que se acha medíocre. Eu não preciso disso.
Eu não preciso, mas mesmo assim isso parece precisar de mim. Me falta ar novamente e minha garganta parece se fechar, meu rosto treme e é inevitável segurar uma lágrima. Uma, duas, três, incontáveis lágrimas que não foram suficientes. Tento me convencer que eu sou forte. Eu costumava ser mais forte.
Aqui estou eu, arrependida, mais uma vez, me fazendo perguntas, e auto-análises incansáveis que não chegam perto de respostas claras, somente me levam a pensamentos absurdos, a atos impulsivos e ao crescimento das minhas dúvidas. Eu não quero mais aguentar.
Eu luto contra os sinais do meu corpo, que clamam por descanso, que em desespero mandam eu parar. Chego a planos absurdos de mudança, a atos desesperados por atenção, a falta de ser quem eu realmente sou. Eu sei ser diferente, eu preciso ser diferente.
Esse labirinto parece não ter saída, o que não me impressiona, já que eu não me lembro como eu entrei dentro dele. Eu olho pra cima e tenho a impressão de ser maior que as paredes, mas eu olho por cimas delas e não enxergo nada. Eu nunca enxerguei muito bem, eu preciso enxergar melhor.
Abrí os olhos e a luz chegou a queimar, essa luz parece incomodar, eu quero apagá-la mas eu estou com medo de ficar no escuro, mais uma vez. O escuro me dá medo, e eu me pergunto por quê eu passo tanto tempo nele. Eu gostava do sol, mas agora... eu não quero que ele apareça... não agora.
do capítulo "A Fé".
Analisando os pensamentos, me pego caindo muitas vezes, me pergunto "O que fazer pra parar de cair?". Um dia eu achei que não ser mais um no Mundo pudesse me fazer simplesmente estar alí, e até não desaparecer. Ser inesquecível.
A verdade é que às vezes quando você está numa água morna e tranquila, você procura encontrar o fogo que arde e te sufoca. Nesses momentos pensamentos de testes de paciência e de eterna busca de soluções dominam o seu ser.
Nessas horas você gostaria de saber como te pegaram novamente e o que, afinal, querem de você. Testes de fidelidade e de amizade constantemente presentes, e o que você vai fazer sobre isso? O quê? Desistir?
Desistir, não, você não é mais um pra desistir tão fácil. O poder é obtido pelo poder que lhe é dado, e alguém só confia em você quando existe proteção, então... Continuo protegendo pra garantir minha situação.
Um dia você para pra pensar que tudo que estava ao seu alcance foi feito, e que, mesmo acompanhando e se moldando àquela pessoa, talvez o problema não tenha nada a ver com você.
Foi aquela guria que fez uma bagunça na vida dele, e acabou com as esperanças de existência de felicidade, ou a falta de um abraço materno cheio de carinho, ou mesmo um sorriso sincero do Pai orgulhoso. Ou talvez, ele ainda sinta falta daquela guria que não é você, que não usa maquiagens e anda com calças largas, mas que vira o mundo dele de ponta cabeça.
E mesmo você sendo péssima em jogos e costuma desistir de todos, com ele você não consegue largar na mesa e ir embora. Você até se pergunta se é o jeito que ele fala e se move, ou se é o jeito que ele faz você falar e se mover.
Então, pra não se arrepender em não ter sorrido quando podia, de não ter aproveitado enquanto ele estava lá do seu lado, você vive impulsivamente voltando... e caindo, sucetivamente.
Mesmo que o "eu vou" que ele te diz não seja mais forte como costumava ser. A gente costuma continuar acreditando que um dia, quem sabe, qualquer hora dessas, ele ou o mundo inteiro mude.
Vamos adotar uma nova filosofia, um novo modo de ver a vida, mexer com o mundo de alguém, brilhar nos olhos de outro, e aí... lentamente perceber que você não precisa conhecer isso por muito tempo pra continuar achando que ao lado dele é o lado que você deve ficar.
E então, todos seus amigos vão te dizer que você perdeu a cabeça, e tentarão fazer você mudar e parecer diferente, mas você sabe que não adianta muito mentir. E desde quando a gente sabe se está vivendo certo? Eu estaria vivendo certo? Fazendo certo?
Uma hora você acaba descobrindo se a dedicação, paixão ou sofrimento sem nenhum fundamento realmente valeram a pena. Porque, afinal, o amor sempre está a caminho. Agora, eu tô sozinha, mas o amor está a caminho.
A verdade é que às vezes quando você está numa água morna e tranquila, você procura encontrar o fogo que arde e te sufoca. Nesses momentos pensamentos de testes de paciência e de eterna busca de soluções dominam o seu ser.
Nessas horas você gostaria de saber como te pegaram novamente e o que, afinal, querem de você. Testes de fidelidade e de amizade constantemente presentes, e o que você vai fazer sobre isso? O quê? Desistir?
Desistir, não, você não é mais um pra desistir tão fácil. O poder é obtido pelo poder que lhe é dado, e alguém só confia em você quando existe proteção, então... Continuo protegendo pra garantir minha situação.
Um dia você para pra pensar que tudo que estava ao seu alcance foi feito, e que, mesmo acompanhando e se moldando àquela pessoa, talvez o problema não tenha nada a ver com você.
Foi aquela guria que fez uma bagunça na vida dele, e acabou com as esperanças de existência de felicidade, ou a falta de um abraço materno cheio de carinho, ou mesmo um sorriso sincero do Pai orgulhoso. Ou talvez, ele ainda sinta falta daquela guria que não é você, que não usa maquiagens e anda com calças largas, mas que vira o mundo dele de ponta cabeça.
E mesmo você sendo péssima em jogos e costuma desistir de todos, com ele você não consegue largar na mesa e ir embora. Você até se pergunta se é o jeito que ele fala e se move, ou se é o jeito que ele faz você falar e se mover.
Então, pra não se arrepender em não ter sorrido quando podia, de não ter aproveitado enquanto ele estava lá do seu lado, você vive impulsivamente voltando... e caindo, sucetivamente.
Mesmo que o "eu vou" que ele te diz não seja mais forte como costumava ser. A gente costuma continuar acreditando que um dia, quem sabe, qualquer hora dessas, ele ou o mundo inteiro mude.
Vamos adotar uma nova filosofia, um novo modo de ver a vida, mexer com o mundo de alguém, brilhar nos olhos de outro, e aí... lentamente perceber que você não precisa conhecer isso por muito tempo pra continuar achando que ao lado dele é o lado que você deve ficar.
E então, todos seus amigos vão te dizer que você perdeu a cabeça, e tentarão fazer você mudar e parecer diferente, mas você sabe que não adianta muito mentir. E desde quando a gente sabe se está vivendo certo? Eu estaria vivendo certo? Fazendo certo?
Uma hora você acaba descobrindo se a dedicação, paixão ou sofrimento sem nenhum fundamento realmente valeram a pena. Porque, afinal, o amor sempre está a caminho. Agora, eu tô sozinha, mas o amor está a caminho.
Medo.
Queria falar sobre o medo. Já reparou como ele é presente em quase todos os momentos da vida? e normalmente o medo está sempre relacionado à perda, pode reparar.
Quando o problema é briga, por exemplo, o medo é de perder a pessoa ou de perder a razão. Se você tem alguém, você tem medo de perder essa pessoa pra outra, e se você não tem ninguém tem medo de se perder por alguém que te faça ter medo de um dia perdê-la.
Tem também o medo que começa quando você entra em algo que, normalmente, você tem medo de viver, por que alguma coisa você também vai perder.
Engraçado é que no final das contas a gente acaba perdendo mas também acaba ganhando, e esse é o ciclo da vida. às vezes você ganha alguém pra perder outro alguém, puro destino, e aí esse outro alguém ao ver que pode te perder passa a ter medo disso também.
A vida é um emaranhado de emoções bem estranho e complicado, se você não tomar cuidado se perde mais que cego em tiroteio, e normalmente a gente só consegue tomar conta do nosso emaranhado quando conhece bem o lugar.
Acontece que, na maioria das vezes, a gente não conhece tão bem assim o lugar, e chega uma hora que você se depara com um emaranhado de sentimentos, sensações novas e situações esquisitas, e tudo que é desconhecido dá... medo.
De qualquer modo não tem como parar o mundo por uns 10 minutos pra você tentar se encontrar, então, antes de tentar arrumar a bagunça tente simplesmente não fazê-la. Tá, provavelmente a bagunça já está feita, aí é hora de você sentar, escrever um texto que dê a idéia de que tá tudo bem e que você sabe sobre o que está dizendo, assim acaba enganando o cérebro e enganando também o coração.
Meu Deus, como é difícil viver... não?
Quando o problema é briga, por exemplo, o medo é de perder a pessoa ou de perder a razão. Se você tem alguém, você tem medo de perder essa pessoa pra outra, e se você não tem ninguém tem medo de se perder por alguém que te faça ter medo de um dia perdê-la.
Tem também o medo que começa quando você entra em algo que, normalmente, você tem medo de viver, por que alguma coisa você também vai perder.
Engraçado é que no final das contas a gente acaba perdendo mas também acaba ganhando, e esse é o ciclo da vida. às vezes você ganha alguém pra perder outro alguém, puro destino, e aí esse outro alguém ao ver que pode te perder passa a ter medo disso também.
A vida é um emaranhado de emoções bem estranho e complicado, se você não tomar cuidado se perde mais que cego em tiroteio, e normalmente a gente só consegue tomar conta do nosso emaranhado quando conhece bem o lugar.
Acontece que, na maioria das vezes, a gente não conhece tão bem assim o lugar, e chega uma hora que você se depara com um emaranhado de sentimentos, sensações novas e situações esquisitas, e tudo que é desconhecido dá... medo.
De qualquer modo não tem como parar o mundo por uns 10 minutos pra você tentar se encontrar, então, antes de tentar arrumar a bagunça tente simplesmente não fazê-la. Tá, provavelmente a bagunça já está feita, aí é hora de você sentar, escrever um texto que dê a idéia de que tá tudo bem e que você sabe sobre o que está dizendo, assim acaba enganando o cérebro e enganando também o coração.
Meu Deus, como é difícil viver... não?
30.8.08
O começo do fim.
Um dia, Luisa resolveu ser diferente. Em uma noite quente, Luisa arriscou a felicidade. Durante toda sua vida ouviu relatos de aventuras sexuais cheias de prazer e nenhuma preocupação, diante do espelho, ela imaginou que poderia ser uma contadora dessas histórias, muitas vezes, sujas, que começam com algo queimando a garganta e terminam queimando os olhos.
Luisa acendeu um cigarro e analisou Daniel, ele gesticulava enquanto falava sobre futebol, algo que ela, definitivamente, não saberia discutir, tremia os olhos quando sorria e olhava fixamente tentando convencê-la de algo. Convenceu-a.
Daniel pegou nas mãos quase trêmulas de Luisa, e seus lábios tocaram os dela com força. Instantâneamente, Luisa sentiu o peso da dúvida, lembrou-se do beijo doce e calmo de Nando, e de como sua língua quente encaixava com a dela como um quebra-cabeça. Continou.
Daniel era rápido e suas mãos escorregavam pelo pescoço, colo, até chegarem aos seios. Luisa sentia uma sensação de insegurança, algumas memórias vinham como flashes em movimento, e ela, sentia-se arrependida. O copo na mesa suava, o cigarro queimava e aquela imagem a incomodava profundamente. Ela, que nunca tragava até o final, queimou os lábios suavemente com a brasa atingindo o filtro. Sentiu-se perdida.
Outra dose daquela bebida doce descia queimando pela sua garganta, enquanto do outro lado do sofá vermelho, Daniel a observava de um modo que ela não conseguia decifrar. Seus olhos franziam nos cantos e seu sorriso lembrava o sarcasmo de Monalisa, ele mordia a parte inferior dos lábios e repetia pela quinta vez o quanto ela era linda. Rendeu-se.
O beijo de Daniel tornou-se invasivo, e Luisa com os olhos bem fechados, sentia a textura da língua dele que ainda guardava o último gole de cerveja. Lembrou-se novamente de como a língua de Nando amortecia a sua pelo gosto quente de canela. Sentia a pressão do corpo de Daniel mais forte, e sua respiração ofegante entrando quente pela sua boca não a agradava. Respirou fundo.
A luz amarelada sumiu, e em uma questão de segundos, Daniel a despiu. Luisa sabia o que deveria fazer agora, e não era o que ela queria. A pouca convivência com situações incômodas deixou-a sem saída, Daniel aproveitou e domou seu corpo. Um sentimento de ardor não vinha somente da introdução dele em seu corpo, vinha de dentro, chegando aos olhos.
Cada segundo que se passava, Luisa sentia um ardor maior, já não sabia se era do sexo de Daniel que enterrava as mãos em seus quadris, ou se era da ira que sentia em pensar no sexo de Nando, menos habilidoso, um pouco desajeitado, mas que não ardia por dentro.
Faltavam palavras. Logo ela, que nunca ficava sem ter o que dizer, esteve calada por vinte minutos, vinte minutos esses que a fez refletir sobre suas verdadeiras vontades e verdades. No começo, tudo era uma história vazia, cheia de prazer, agora, queimava em seus olhos lágrimas de outro amor.
Daniel inclinou-se com força sob seu corpo, e seu sexo ardia mais que no começo. Um gemido destemido soava como prazer, mas era pura e unicamente dor. Luisa sabia o que deveria fazer agora, e não era o que ela queria. Uniu forças e abraçou Daniel fortemente. O suor do corpo que brilhava saindo dos poros a deixou mais distante, ela nunca percebera o suor do sexo antes.
Luisa fingiu satisfação, pela primeira vez em sua vida, e um vazio tomou conta de todo seu corpo, como se naquele momento, não existisse sequer um coração bombando sangue quente em seu corpo. Isolou-se. Daniel respirava e sorria satisfeito, e ela procurava no escuro do quarto algo que não a fizesse pensar no suor de Daniel pingando em seu corpo.
O depois nunca havia sido tão doloroso e ansioso. Cada minuto que passava, Luisa ainda via Daniel deitado em seu lado e sua ansiedade aumentava para o relógio marcar logo quatro horas. Doia estar ao lado de outra pessoa, doia o alívio de ver Daniel sair pela porta, e nunca mais voltar.
No começo, tudo parecia poder completar, e, no final, era só vazio.
Luisa acendeu um cigarro e analisou Daniel, ele gesticulava enquanto falava sobre futebol, algo que ela, definitivamente, não saberia discutir, tremia os olhos quando sorria e olhava fixamente tentando convencê-la de algo. Convenceu-a.
Daniel pegou nas mãos quase trêmulas de Luisa, e seus lábios tocaram os dela com força. Instantâneamente, Luisa sentiu o peso da dúvida, lembrou-se do beijo doce e calmo de Nando, e de como sua língua quente encaixava com a dela como um quebra-cabeça. Continou.
Daniel era rápido e suas mãos escorregavam pelo pescoço, colo, até chegarem aos seios. Luisa sentia uma sensação de insegurança, algumas memórias vinham como flashes em movimento, e ela, sentia-se arrependida. O copo na mesa suava, o cigarro queimava e aquela imagem a incomodava profundamente. Ela, que nunca tragava até o final, queimou os lábios suavemente com a brasa atingindo o filtro. Sentiu-se perdida.
Outra dose daquela bebida doce descia queimando pela sua garganta, enquanto do outro lado do sofá vermelho, Daniel a observava de um modo que ela não conseguia decifrar. Seus olhos franziam nos cantos e seu sorriso lembrava o sarcasmo de Monalisa, ele mordia a parte inferior dos lábios e repetia pela quinta vez o quanto ela era linda. Rendeu-se.
O beijo de Daniel tornou-se invasivo, e Luisa com os olhos bem fechados, sentia a textura da língua dele que ainda guardava o último gole de cerveja. Lembrou-se novamente de como a língua de Nando amortecia a sua pelo gosto quente de canela. Sentia a pressão do corpo de Daniel mais forte, e sua respiração ofegante entrando quente pela sua boca não a agradava. Respirou fundo.
A luz amarelada sumiu, e em uma questão de segundos, Daniel a despiu. Luisa sabia o que deveria fazer agora, e não era o que ela queria. A pouca convivência com situações incômodas deixou-a sem saída, Daniel aproveitou e domou seu corpo. Um sentimento de ardor não vinha somente da introdução dele em seu corpo, vinha de dentro, chegando aos olhos.
Cada segundo que se passava, Luisa sentia um ardor maior, já não sabia se era do sexo de Daniel que enterrava as mãos em seus quadris, ou se era da ira que sentia em pensar no sexo de Nando, menos habilidoso, um pouco desajeitado, mas que não ardia por dentro.
Faltavam palavras. Logo ela, que nunca ficava sem ter o que dizer, esteve calada por vinte minutos, vinte minutos esses que a fez refletir sobre suas verdadeiras vontades e verdades. No começo, tudo era uma história vazia, cheia de prazer, agora, queimava em seus olhos lágrimas de outro amor.
Daniel inclinou-se com força sob seu corpo, e seu sexo ardia mais que no começo. Um gemido destemido soava como prazer, mas era pura e unicamente dor. Luisa sabia o que deveria fazer agora, e não era o que ela queria. Uniu forças e abraçou Daniel fortemente. O suor do corpo que brilhava saindo dos poros a deixou mais distante, ela nunca percebera o suor do sexo antes.
Luisa fingiu satisfação, pela primeira vez em sua vida, e um vazio tomou conta de todo seu corpo, como se naquele momento, não existisse sequer um coração bombando sangue quente em seu corpo. Isolou-se. Daniel respirava e sorria satisfeito, e ela procurava no escuro do quarto algo que não a fizesse pensar no suor de Daniel pingando em seu corpo.
O depois nunca havia sido tão doloroso e ansioso. Cada minuto que passava, Luisa ainda via Daniel deitado em seu lado e sua ansiedade aumentava para o relógio marcar logo quatro horas. Doia estar ao lado de outra pessoa, doia o alívio de ver Daniel sair pela porta, e nunca mais voltar.
No começo, tudo parecia poder completar, e, no final, era só vazio.
10.7.08
Silêncio.
A música terminou. Meus olhos se abriram e ele não estava mais comigo. Eu pensei por alguns segundos se um dia ele já esteve. Seus olhos se concentravam em algo que não era meu sorriso ou minhas lágrimas, e eu, sentada na ponta da cama, me serví outra dose.
Já houve um dia em que eu não sentí tanta vontade de encher meu copo, que eu não me sentí quase obrigada a esquecer da noite que ele estava tão distante. Eu ouvia sua voz recuar e seus pensamentos agitados o deixavam com o olhar perdido.
Peguei nas mãos frias que ele escondia de mim e meu coração congelou. Sentí como se naquele momento tudo tivesse acabado. Foi o fim. Os dedos dele já não tocavam a minha pele do mesmo modo, e sua respiração acontecia normalmente quando ele me abraçava.
Apertei o play e fechei os olhos. Ele me abraçava e minha pele toda arrepiava, como se fosse um choque. Minha respiração parou por alguns segundos, eu não precisava conhecer o mundo pra saber que aqueles olhos eram donos do verde mais perfeito. Seus lábios tocavam os meus e eu acreditei que aquilo era como estar no céu. Sua pele tocava na minha como cetim, ele me olhava nos olhos e eu sabia que aquilo era amor.
Ouví um ruído estranho. A cama estava vazia e ele à minha frente me disse "Eu preciso ir". A música havia acabado, e com ela veio o silêncio da minha dor ao vê-lo partir, mais uma vez. Meus olhos não souberam reagir, meus lábios pareciam serrados, e eu sabia que ele não iria voltar.
"Por que você tem que ir?"
"Eu só preciso..."
Ele se aproximou e minhas veias jorraram todo o sangue pro peito, aquilo queimava, ardia mais que eu imaginava. Eu não queria o silêncio, murmurei:
"Não vai embora"
O seu olhar desviou e quanto mais perto eu sentia ele chegar, mais queimava por dentro. Ele não soube oque dizer, ele não sabia como me deixar.
"Eu não te amo mais"
Minha garganta se fechou, e por dentro era como se estivessem me cortando, eu sentia o frio da solidão e o quente do meu amor. Não haviam argumentos que eu pudesse usar pra que ele ficasse.
"Você já me amou?"
"Eu não sei..."
"Se você um dia me amou, então fica"
"Eu não posso ficar"
"Então vá, mas se você for, não olhe pra trás"
Eu me levantei e meus pés pareciam não tocar o chão, me virei de costas e apertei o play, fechei os olhos e lá estava ele...
Já houve um dia em que eu não sentí tanta vontade de encher meu copo, que eu não me sentí quase obrigada a esquecer da noite que ele estava tão distante. Eu ouvia sua voz recuar e seus pensamentos agitados o deixavam com o olhar perdido.
Peguei nas mãos frias que ele escondia de mim e meu coração congelou. Sentí como se naquele momento tudo tivesse acabado. Foi o fim. Os dedos dele já não tocavam a minha pele do mesmo modo, e sua respiração acontecia normalmente quando ele me abraçava.
Apertei o play e fechei os olhos. Ele me abraçava e minha pele toda arrepiava, como se fosse um choque. Minha respiração parou por alguns segundos, eu não precisava conhecer o mundo pra saber que aqueles olhos eram donos do verde mais perfeito. Seus lábios tocavam os meus e eu acreditei que aquilo era como estar no céu. Sua pele tocava na minha como cetim, ele me olhava nos olhos e eu sabia que aquilo era amor.
Ouví um ruído estranho. A cama estava vazia e ele à minha frente me disse "Eu preciso ir". A música havia acabado, e com ela veio o silêncio da minha dor ao vê-lo partir, mais uma vez. Meus olhos não souberam reagir, meus lábios pareciam serrados, e eu sabia que ele não iria voltar.
"Por que você tem que ir?"
"Eu só preciso..."
Ele se aproximou e minhas veias jorraram todo o sangue pro peito, aquilo queimava, ardia mais que eu imaginava. Eu não queria o silêncio, murmurei:
"Não vai embora"
O seu olhar desviou e quanto mais perto eu sentia ele chegar, mais queimava por dentro. Ele não soube oque dizer, ele não sabia como me deixar.
"Eu não te amo mais"
Minha garganta se fechou, e por dentro era como se estivessem me cortando, eu sentia o frio da solidão e o quente do meu amor. Não haviam argumentos que eu pudesse usar pra que ele ficasse.
"Você já me amou?"
"Eu não sei..."
"Se você um dia me amou, então fica"
"Eu não posso ficar"
"Então vá, mas se você for, não olhe pra trás"
Eu me levantei e meus pés pareciam não tocar o chão, me virei de costas e apertei o play, fechei os olhos e lá estava ele...
7.7.08
Diferenças.
Outro dia se passou e novamente ele me ligou com a desculpa de sempre. Nossa relação não chega perto de ser normal, ele, um cara meio excêntrico que vive de sonhos como conhecer a Índia e mochilar pelas ruínas não combinam com meus sonhos de hotéis cinco estrelas.
Ele às vezes parece que chupou alguns limões antes de me ver, sempre reclama, e, incrivelmente, eu adoro a cara feia que ele faz quando eu peço pra voltar pra casa. Seus joguinhos chegam a duvidar de seus vinte e dois anos de idade, suas palavras não coincidem com sua imagem e seu carinho meio rude não chegam a ser carinhos, mas mesmo assim eu os recebo.
Eu não suporto quando ele engole fazendo barulho, e ele não suporta me ver descalça andando pelo chão sujo da sua casa. Eu não suporto aquele painel de ET's que ele tem no quarto como decoração, e ele acha meus seis murais espalhados pelo quarto com dezenas de fotos um desperdício.
Nossas escolhas sempre são divididas: eu quero comida japonesa e ele acha nojento, ele quer comida indiana, e eu acho detestável. Ele gosta de Fanta Uva e eu não consigo entender como ele consegue não beber Coca-cola. Ele acorda às seis e eu não durmo antes disso.
Meus amigos o adoram, e os dele me acham esquisita. Talvez eu realmente seja. Ele ouve músicas cabeça, e eu sou anos oitenta. Ele gosta de branco, e eu de preto. Ele mora com os pais e eu sou a ovelha negra da família.
Somos opostos por fora, mas debaixo do cobertor velho de lã que ele adora, nossos olhares e respirações se cruzam incrivelmente bem. O coração dele bate no meu ouvido e é gostoso de ouvir. O café que ele me faz é o melhor que eu já tomei, e só ele acerta o sal da pipoca. Ele sempre me trás coca no copo curvado azul que eu amo, e nunca errou em nenhum presente que ele já me deu.
Eu sei quando posso mexer com ele pelo modo que a sua sobrancelha se curva, e ele me entende sem ao menos estar perto de mim. Ele sabe que eu me arrependo quando eu ligo só porque estou me sentindo sozinha, mesmo que ele tenha acabado de me deixar na porta de casa.
Até as coisas que me irritam nele eu gosto, eu não imagino nossa relação sem os monólogos que ele dá a caminho da casa de algum amigo, reclamando que queria ter ficado em casa comigo assistindo pela décima vez "De volta para o futuro". Como seria acordar sem ele amassando a minha perna direita e como seria se a barba dele fosse macia e não me deixasse com a pele irritada?
A gente não tem tudo pra dar certo, mas o que nós temos, aproveitamos. Nossa relação não é confortável, mas eu prefiro que não seja. Eu não sou a senhora perfeição dele, mas ele não procura perfeição. Ele não é o que eu sonhei quando eu era criança, mas eu queria ser doméstica naquela época, não é confiável.
O carinho rude, a risada torta e até o franzir a testa criam nosso conforto, criam uma expectativa em ter mais do mesmo. Amar nunca conseguiu explicar como é, mas muitas vezes eu chego a ter certeza que isso é amor.
Ele às vezes parece que chupou alguns limões antes de me ver, sempre reclama, e, incrivelmente, eu adoro a cara feia que ele faz quando eu peço pra voltar pra casa. Seus joguinhos chegam a duvidar de seus vinte e dois anos de idade, suas palavras não coincidem com sua imagem e seu carinho meio rude não chegam a ser carinhos, mas mesmo assim eu os recebo.
Eu não suporto quando ele engole fazendo barulho, e ele não suporta me ver descalça andando pelo chão sujo da sua casa. Eu não suporto aquele painel de ET's que ele tem no quarto como decoração, e ele acha meus seis murais espalhados pelo quarto com dezenas de fotos um desperdício.
Nossas escolhas sempre são divididas: eu quero comida japonesa e ele acha nojento, ele quer comida indiana, e eu acho detestável. Ele gosta de Fanta Uva e eu não consigo entender como ele consegue não beber Coca-cola. Ele acorda às seis e eu não durmo antes disso.
Meus amigos o adoram, e os dele me acham esquisita. Talvez eu realmente seja. Ele ouve músicas cabeça, e eu sou anos oitenta. Ele gosta de branco, e eu de preto. Ele mora com os pais e eu sou a ovelha negra da família.
Somos opostos por fora, mas debaixo do cobertor velho de lã que ele adora, nossos olhares e respirações se cruzam incrivelmente bem. O coração dele bate no meu ouvido e é gostoso de ouvir. O café que ele me faz é o melhor que eu já tomei, e só ele acerta o sal da pipoca. Ele sempre me trás coca no copo curvado azul que eu amo, e nunca errou em nenhum presente que ele já me deu.
Eu sei quando posso mexer com ele pelo modo que a sua sobrancelha se curva, e ele me entende sem ao menos estar perto de mim. Ele sabe que eu me arrependo quando eu ligo só porque estou me sentindo sozinha, mesmo que ele tenha acabado de me deixar na porta de casa.
Até as coisas que me irritam nele eu gosto, eu não imagino nossa relação sem os monólogos que ele dá a caminho da casa de algum amigo, reclamando que queria ter ficado em casa comigo assistindo pela décima vez "De volta para o futuro". Como seria acordar sem ele amassando a minha perna direita e como seria se a barba dele fosse macia e não me deixasse com a pele irritada?
A gente não tem tudo pra dar certo, mas o que nós temos, aproveitamos. Nossa relação não é confortável, mas eu prefiro que não seja. Eu não sou a senhora perfeição dele, mas ele não procura perfeição. Ele não é o que eu sonhei quando eu era criança, mas eu queria ser doméstica naquela época, não é confiável.
O carinho rude, a risada torta e até o franzir a testa criam nosso conforto, criam uma expectativa em ter mais do mesmo. Amar nunca conseguiu explicar como é, mas muitas vezes eu chego a ter certeza que isso é amor.
1.7.08
Namoro na TV.
Namoro, que palavra que assusta, não? Você tem idéia do que é, afinal, namorar? Na sua cabeça como é essa relação? É um fardo a ser carregado, é um prêmio a ser admirado, é um momento a ser aproveitado?
O que é um namorado, uma namorada? É alguém que te enche o saco, que te faz feliz, que te dá segurança, é um amigo que você pode fazer tudo?
Existem tantas reflexões sobre esse nominho que eu chego a me assustar também. Um namoro consiste em basicamente duas pessoas que querem estar juntas, sim? Ou é um estado civil que implica em você não ter mais uma vida social super-ativa que, se você parar pra pensar, é uma ilusão?
Estar com alguém é planejar um futuro, é ter responsabilidades, é se preocupar com o nome dos filhos, -ou do cachorro pros mais modernos- ou seria simplesmenta aproveitar o momento?
Essa coisa toda de namorar acho que assusta mais os homens que as mulheres, e com razão, mais da metade da ala feminina já passou por tantos chifres e trocas por uma bunda mais durinha que quando cái um na mão, ela quer segurar pra valer!
Caros, namorar não é algo tão complicado se você seguir algumas regras que, na real, nem são regras.
Para os homens: poder ver o futebol sem você enchendo o saco, poder beber com os amigos e ver bundas rebolando sem maldade, só por ver, poder ter um dia ou outro pra refletir, pra ficar na dele sem ninguém perguntando tudo, ter você nos momentos que ele quer que você esteja, e ter alguém sempre agradável com boa vontade pra entender que ele não sabe muito bem o que quer -e nunca vai saber.
Para as mulheres: não ser uma opção, ser a única mulher que você se lembra quando quer sair com uma mulher e fazer coisas que você faz com o sexo feminino, ser tratada com carinho e respeito, ser compreendida na TPM, poder comprar sapatos [muito importante], e receber o amor que é às vezes um saco pra você, homem, mas que pra ela é uma forma de demonstrar carinho.
Para os dois: não ser tão cobrado nem ter MUITO de qualquer coisa, tudo em excesso acaba cansando.
Por que complicar tanto, achar que a vida de namorado é uma desgraça, que o sexo com a namorada não tem graça, que a juventude acaba quando você namora? Namorar é simplesmente ter alguém que você pode ser do jeito que você realmente é, sem precisar ser perfeito o tempo todo, mas se preocupar em estar a qualquer momento. É uma amizade, uma troca de favores, com benefícios que eu tenho certeza que valem a pena.
Obviamente é bom quando o cara é um estilo Brad Pitt e a mulher uma Angelina Jolie, mas vive a realidade, eles não são desse mundo!
Abraça a felicidade se ela existe, essa coisa de ter medo de não dar certo é desculpa, porque nada nessa vida é certo. Sua faculdade, seus amigos, seu trabalho, nada é certo, mas pode ser.
Arriscar é bom, não é bicho de sete cabeças, só dói no começo depois acostuma e você até aprende a gostar!
O que é um namorado, uma namorada? É alguém que te enche o saco, que te faz feliz, que te dá segurança, é um amigo que você pode fazer tudo?
Existem tantas reflexões sobre esse nominho que eu chego a me assustar também. Um namoro consiste em basicamente duas pessoas que querem estar juntas, sim? Ou é um estado civil que implica em você não ter mais uma vida social super-ativa que, se você parar pra pensar, é uma ilusão?
Estar com alguém é planejar um futuro, é ter responsabilidades, é se preocupar com o nome dos filhos, -ou do cachorro pros mais modernos- ou seria simplesmenta aproveitar o momento?
Essa coisa toda de namorar acho que assusta mais os homens que as mulheres, e com razão, mais da metade da ala feminina já passou por tantos chifres e trocas por uma bunda mais durinha que quando cái um na mão, ela quer segurar pra valer!
Caros, namorar não é algo tão complicado se você seguir algumas regras que, na real, nem são regras.
Para os homens: poder ver o futebol sem você enchendo o saco, poder beber com os amigos e ver bundas rebolando sem maldade, só por ver, poder ter um dia ou outro pra refletir, pra ficar na dele sem ninguém perguntando tudo, ter você nos momentos que ele quer que você esteja, e ter alguém sempre agradável com boa vontade pra entender que ele não sabe muito bem o que quer -e nunca vai saber.
Para as mulheres: não ser uma opção, ser a única mulher que você se lembra quando quer sair com uma mulher e fazer coisas que você faz com o sexo feminino, ser tratada com carinho e respeito, ser compreendida na TPM, poder comprar sapatos [muito importante], e receber o amor que é às vezes um saco pra você, homem, mas que pra ela é uma forma de demonstrar carinho.
Para os dois: não ser tão cobrado nem ter MUITO de qualquer coisa, tudo em excesso acaba cansando.
Por que complicar tanto, achar que a vida de namorado é uma desgraça, que o sexo com a namorada não tem graça, que a juventude acaba quando você namora? Namorar é simplesmente ter alguém que você pode ser do jeito que você realmente é, sem precisar ser perfeito o tempo todo, mas se preocupar em estar a qualquer momento. É uma amizade, uma troca de favores, com benefícios que eu tenho certeza que valem a pena.
Obviamente é bom quando o cara é um estilo Brad Pitt e a mulher uma Angelina Jolie, mas vive a realidade, eles não são desse mundo!
Abraça a felicidade se ela existe, essa coisa de ter medo de não dar certo é desculpa, porque nada nessa vida é certo. Sua faculdade, seus amigos, seu trabalho, nada é certo, mas pode ser.
Arriscar é bom, não é bicho de sete cabeças, só dói no começo depois acostuma e você até aprende a gostar!
A arte imita a vida.
Cada um, cada um. Cada indivíduo pensa e age de uma maneira imprevisível aos olhos dos expectadores da vida, mas mesmo um maluco fanático por qualquer coisa se identifica com algum tipo de arte.
Eu diria que filmes são como documentários da vida, com personagens e histórias que evoluem conforme as consequências dos atos. Vira e mexe quando alguém me conta um acontecimento eu lembro de algum filme, e aí eu acabei vendo que minha vida não daria um filme incrível.
Seria uma espécie de Drama com humor com momentos depressivos onde qualquer um poderia dar uma risada e até se identificar absurdamente. Um auto-aprendizado com lances astrológicos e monólogos sobre a vida e como as pessoas são medrosas.
Na realidade, um filme da minha vida não atrairia multidões e muito menos agradaria os cults da vida, porque eu, no final do dia, acabo sendo uma filhinha de papai metida a psicóloga barata que se preocupa demais em agradar pra, também no final, ser agradada.
Meu filme teria um trilha basicamente depressiva com letras profundas e bem trabalhadas, alguns pop's que quase ninguém entende porque eu gosto, e algum rock bem estranho que deixaria o povo com cara de interrogação.
Os personagens seriam incrivelmente comuns e cheios de insegurancas, assim como eu. Eles seriam quase protagonistas porque, basicamente, pessoas que fazem realmente parte da minha vida não são coadjuvantes.
Um filme confuso do tipo que não se encaixa em drama, comédia, aventura... com uma protagonista que não é loira nem morena, que não sabe se está certa ou errada, que não sabe se é feliz ou não, que não tem idéia de como seria um final feliz.
Teria duas amigas que ganhariam o Oscar e que arrancariam suspiros de todo mundo, uma família maluca que muita gente gostaria de ter igual, um amigo imaginário, um computador muito dedicado e algumas histórias comoventes com amigos que não são amigos em vários sentidos.
Contaria com uma história com um final nada feliz, com uma história de novela e outra que não tem pé nem cabeça. Cenas em bares, ruas, ônibus e muitas casas com muitos figurantes que sempre serão somente figurantes, mas que fizeram parte em algum momento da história.
Se meu filme terminasse hoje, de fato, ninguém ia entender o final. Não seria Shakespeariano. Se tivesse um fim, seria um totalmente indigno de fim. Um daqueles finais que você fica com muita raiva de alguém da história, sendo que não é pra ser assim.
Portanto, eu ainda não terminei meu roteiro, e eu vou, à partir de agora, escrever um final feliz digno de Cinderella, porque se a arte imita a vida, por que a vida não pode imitar a arte?
Eu diria que filmes são como documentários da vida, com personagens e histórias que evoluem conforme as consequências dos atos. Vira e mexe quando alguém me conta um acontecimento eu lembro de algum filme, e aí eu acabei vendo que minha vida não daria um filme incrível.
Seria uma espécie de Drama com humor com momentos depressivos onde qualquer um poderia dar uma risada e até se identificar absurdamente. Um auto-aprendizado com lances astrológicos e monólogos sobre a vida e como as pessoas são medrosas.
Na realidade, um filme da minha vida não atrairia multidões e muito menos agradaria os cults da vida, porque eu, no final do dia, acabo sendo uma filhinha de papai metida a psicóloga barata que se preocupa demais em agradar pra, também no final, ser agradada.
Meu filme teria um trilha basicamente depressiva com letras profundas e bem trabalhadas, alguns pop's que quase ninguém entende porque eu gosto, e algum rock bem estranho que deixaria o povo com cara de interrogação.
Os personagens seriam incrivelmente comuns e cheios de insegurancas, assim como eu. Eles seriam quase protagonistas porque, basicamente, pessoas que fazem realmente parte da minha vida não são coadjuvantes.
Um filme confuso do tipo que não se encaixa em drama, comédia, aventura... com uma protagonista que não é loira nem morena, que não sabe se está certa ou errada, que não sabe se é feliz ou não, que não tem idéia de como seria um final feliz.
Teria duas amigas que ganhariam o Oscar e que arrancariam suspiros de todo mundo, uma família maluca que muita gente gostaria de ter igual, um amigo imaginário, um computador muito dedicado e algumas histórias comoventes com amigos que não são amigos em vários sentidos.
Contaria com uma história com um final nada feliz, com uma história de novela e outra que não tem pé nem cabeça. Cenas em bares, ruas, ônibus e muitas casas com muitos figurantes que sempre serão somente figurantes, mas que fizeram parte em algum momento da história.
Se meu filme terminasse hoje, de fato, ninguém ia entender o final. Não seria Shakespeariano. Se tivesse um fim, seria um totalmente indigno de fim. Um daqueles finais que você fica com muita raiva de alguém da história, sendo que não é pra ser assim.
Portanto, eu ainda não terminei meu roteiro, e eu vou, à partir de agora, escrever um final feliz digno de Cinderella, porque se a arte imita a vida, por que a vida não pode imitar a arte?
28.6.08
Vida Bipolar.
Eu te amo. Eu te odeio. Eu te quero. Eu não te quero.
Muita gente acha que a vida de um ser bipolar é isso, eu posso te dizer que isso tá certo, mas é bem pior. Pra mim, todo mundo é um pouco bipolar, mas existem pessoas que tem menos tendências a serem influenciadas pelos sentimentos, entende essa?
É, vou sim falar sobre amor e relacionamentos, mas eu juro que é rápido.
Em um dia que tudo está bem, o ser bipolar está animado e sua cabeça funciona absurdamente bem. o bipolar é coerente, é disposto, nada volúvel e ama a todos. Ama também fazer coisas do tipo comprar por impulso, ligar por impulso, falar que ama por impulso, fazer sexo por impulso, isso nos dias de bom-humor bipolar. Existem os dias de mau-humor bipolar, que acontecem coisas do tipo: brigas por impulso, odiar por impulso, indisposição, revolta contra o mundo, uso de coisas ilícitas, tendência -ainda maior- ao alcoolismo, sentimento de "eu-não-preciso-de-ninguém-pra-ser-feliz", entre outros.
Esse estado é o estado de excitação, ou de mania. Caros, excitação demais é um porre.
Aí tem aqueles dias na vida de um bipolar onde nada faz sentido, levantar da cama não faz sentido, arrumar um trabalho não faz sentido, a vida não faz sentido, gostar de alguém não faz sentido, etc etc etc. Mas tá tudo bem até, porque, incrivelmente, esse estado deplorável da matéria é ainda melhor que ficar na mania, porque a depressão é facilmente curada por alguns gestos amorosos, ou algo que faça o bipolar voltar a sorrir.
Quem não é bipolar? me diz? Vai dizer que a sua mãe não tem dia que quer te estrangular pela bagunça no seu quarto, e outros que te enche de mimo e faz seu bolo de cenoura com cobertura durinha de chocolate que você mais gosta.
Vai dizer que seu pai não tem dias que chega todo enxuto do trabalho, te chama pra assistir o jogo, quer saber da sua vida, da sua faculdade, dos seus planos, e, em outros dias, ele te chama de lento, acha que sua vida tá indo por água abaixo, que você precisa virar gente grande.
E se caso você tem irmãos, vai dizer que não tem dia que eles acordam de bom-humor, até chegam a quase te abraçar, tocar uma música pra você, cantar com você, te chama pra ir até a padaria, dividir um cigarro... e em outros dias ele acha que você é a razão de todos os problemas que ele tem.
O mundo é bipolar, então, pára de achar que quem assume é louco!
Muita gente acha que a vida de um ser bipolar é isso, eu posso te dizer que isso tá certo, mas é bem pior. Pra mim, todo mundo é um pouco bipolar, mas existem pessoas que tem menos tendências a serem influenciadas pelos sentimentos, entende essa?
É, vou sim falar sobre amor e relacionamentos, mas eu juro que é rápido.
Em um dia que tudo está bem, o ser bipolar está animado e sua cabeça funciona absurdamente bem. o bipolar é coerente, é disposto, nada volúvel e ama a todos. Ama também fazer coisas do tipo comprar por impulso, ligar por impulso, falar que ama por impulso, fazer sexo por impulso, isso nos dias de bom-humor bipolar. Existem os dias de mau-humor bipolar, que acontecem coisas do tipo: brigas por impulso, odiar por impulso, indisposição, revolta contra o mundo, uso de coisas ilícitas, tendência -ainda maior- ao alcoolismo, sentimento de "eu-não-preciso-de-ninguém-pra-ser-feliz", entre outros.
Esse estado é o estado de excitação, ou de mania. Caros, excitação demais é um porre.
Aí tem aqueles dias na vida de um bipolar onde nada faz sentido, levantar da cama não faz sentido, arrumar um trabalho não faz sentido, a vida não faz sentido, gostar de alguém não faz sentido, etc etc etc. Mas tá tudo bem até, porque, incrivelmente, esse estado deplorável da matéria é ainda melhor que ficar na mania, porque a depressão é facilmente curada por alguns gestos amorosos, ou algo que faça o bipolar voltar a sorrir.
Quem não é bipolar? me diz? Vai dizer que a sua mãe não tem dia que quer te estrangular pela bagunça no seu quarto, e outros que te enche de mimo e faz seu bolo de cenoura com cobertura durinha de chocolate que você mais gosta.
Vai dizer que seu pai não tem dias que chega todo enxuto do trabalho, te chama pra assistir o jogo, quer saber da sua vida, da sua faculdade, dos seus planos, e, em outros dias, ele te chama de lento, acha que sua vida tá indo por água abaixo, que você precisa virar gente grande.
E se caso você tem irmãos, vai dizer que não tem dia que eles acordam de bom-humor, até chegam a quase te abraçar, tocar uma música pra você, cantar com você, te chama pra ir até a padaria, dividir um cigarro... e em outros dias ele acha que você é a razão de todos os problemas que ele tem.
O mundo é bipolar, então, pára de achar que quem assume é louco!
26.6.08
o Jeans.
Falar de paixão mudando os nomes e arrumando os cenários é muito fácil, interpretação e identificação é onde eu quero chegar. Compare o seu relacionamento como um shopping e você irá entender: você se apaixonou por aquele vestidinho lindo da vitrina, olhou ele por muito tempo, esperando uma promoção, entrou na loja e não tinha seu número, não deu certo daquela vez. Você quase desiste, mas continua querendo, por uma questão de honra até, procura em outras lojas um parecido, não encontra. Um dia ligam daquela loja e a notícia é "temos um número 44 na loja do outro shopping, talvez você consiga dessa vez!". PRONTO, esperança de realizar aquele sonho: Pendurar o vestidinho no seu guarda-roupa e usá-lo em ocasiões especiais.
Depois de algumas ligações de confirmação, você finalmente encontra seu vestidinho na outra loja, se apaixona perdidamente, experimenta, aprecia, paga com gosto, usa por 1, 2, 3, 4 noites especiais... e pendura no guarda-roupa. E lá está seu vestidinho lindo pendurado, e você começa a usá-lo pra fins menos especiais, afinal, você investiu tanta esperança e gastou tanto nele.
Acontece que um dia o vestidinho sai de moda e passeando pelo shopping num domingo à tarde o usando, você conclúi que precisa mesmo é de uma calça jeans nova, confortável, vai com tudo e serve pra qualquer hora, não vai sair de moda e ninguém vai te olhar estranho se você estiver com ela do lado, afinal, é um jeans.
Mas pode acontecer o plano B, de você entrar na loja, vestir o jeans, saber que precisa dele e deve levá-lo pra casa, mas... aquele macacão roxo da vitrina é tão diferente e interessante. Custa o dobro do Jeans, e não tem do seu número... mas a vendedora ficou de olhar na outra loja. Pior é que dentro de você está lá piscando que será uma cagada gigantesca o que você está prestes a fazer, mas o roxo brilha e é tão diferente, todo mundo vai perguntar onde você comprou, suas amigas ficarão surpresas, sua prima vai morrer de inveja, mesmo que ele realmente te deixe gorda e feia.
Aí que está, a tentativa de ser diferente e de surpreender sempre acaba fazendo você se distanciar daquele jeans que te veste tão bem, te deixa linda e magra.
Comece a olhar as pessoas como peças de roupa, eu garanto que você chegará a conclusão que os "jeans" do seu guarda-roupa são os que sempre te fazem rir e ter momentos únicos, afinal de contas... O que você não pode fazer com um jeans? O que um jeans não aguenta? Aonde você não pode ir com o seu jeans?
Numa festa black-tie? Tudo bem, aposto que você não frequenta uma dessas.
Depois de algumas ligações de confirmação, você finalmente encontra seu vestidinho na outra loja, se apaixona perdidamente, experimenta, aprecia, paga com gosto, usa por 1, 2, 3, 4 noites especiais... e pendura no guarda-roupa. E lá está seu vestidinho lindo pendurado, e você começa a usá-lo pra fins menos especiais, afinal, você investiu tanta esperança e gastou tanto nele.
Acontece que um dia o vestidinho sai de moda e passeando pelo shopping num domingo à tarde o usando, você conclúi que precisa mesmo é de uma calça jeans nova, confortável, vai com tudo e serve pra qualquer hora, não vai sair de moda e ninguém vai te olhar estranho se você estiver com ela do lado, afinal, é um jeans.
Mas pode acontecer o plano B, de você entrar na loja, vestir o jeans, saber que precisa dele e deve levá-lo pra casa, mas... aquele macacão roxo da vitrina é tão diferente e interessante. Custa o dobro do Jeans, e não tem do seu número... mas a vendedora ficou de olhar na outra loja. Pior é que dentro de você está lá piscando que será uma cagada gigantesca o que você está prestes a fazer, mas o roxo brilha e é tão diferente, todo mundo vai perguntar onde você comprou, suas amigas ficarão surpresas, sua prima vai morrer de inveja, mesmo que ele realmente te deixe gorda e feia.
Aí que está, a tentativa de ser diferente e de surpreender sempre acaba fazendo você se distanciar daquele jeans que te veste tão bem, te deixa linda e magra.
Comece a olhar as pessoas como peças de roupa, eu garanto que você chegará a conclusão que os "jeans" do seu guarda-roupa são os que sempre te fazem rir e ter momentos únicos, afinal de contas... O que você não pode fazer com um jeans? O que um jeans não aguenta? Aonde você não pode ir com o seu jeans?
Numa festa black-tie? Tudo bem, aposto que você não frequenta uma dessas.
do capítulo "A arte de ser Venusiana".
Eu ando pelas ruas e me impressiono com as pessoas, e não, não é de um modo positivo. Será tudo uma questão política-socio-econômica, ou simplesmente de falta de férias em Vênus?
Eis que me encontro indo para São Paulo - sim, morar no interior implica em usar transporte coletivo pra chegar na "cidade grande"-, fato é que ao entrar no ônibus, com meu banho recém tomado, perfume e maquiagem, pessoas chegam a me estranhar. Pergunto: Virou naturalidade exalar maus odores pelas axilas e ter o cabelo com uma raíz de 15cm?
Sabe, eu entendo o problema sócio-econômico-cultural desse nosso País, mas não consigo admitir o fato de uma pessoa levantar os braços ao seu lado e te desrespeitar exalando odores insuportáveis. Eu entendo que são trabalhadores, muitas vezes braçais, que ganham pouco e tudo o mais, acontece que... eu não tenho culpa disso.
Então levanto a questão da raíz de 15cm, sabe, eu nem comentaria se fosse uma senhorinha de setenta e poucos anos que não tinge o cabelo porque ganha 350R$ de aposentadoria, mas eu comento quando é uma jovem-moça na faixa dos 20 anos que um dia, vendo Rebeldes na TV, resolveu ser a Dulce Maria, e então, depois de 4 meses, a fofa fica com um cabelo parecendo que foi lavado com água de salsicha Eden®, preso, porque a tintura de 9,90R$ detonou com os fios, e ainda pra completar, com adereços ornamentáis, quase como origamis, na parte superior da cabeça.
Novamente, eu entendo que talvez a fofa não tenha dinheiro, e bla bla bla, mas eu pergunto: Por que resolveu ser a Dulce Maria se não tinha condições de manter?
Faça-me o favor. Na minha humilde opinião de menina-de-classe-média-nãotrabalhadora, postos de saúde deveriam distribuir desodorantes antitranspirantes, e as pessoas deveria ser conscientizadas que não é legal exalar odores insuportáveis pelas axilas. Eu entendo que existe o sofrimento, a falta de costume, a parte de cultura e bla bla bla, mas novamente: O que EU tenho a ver com isso?
Quanto a parte da super raíz da figurante dos Rebeldes, eu entendo que a TV acaba persuadindo as fofas do Brasil a comprarem adereços STYLE ex-BBB, pintar cabelo àla Dulce Maria, e se vestir como se estivesse indo ao Baile Funk, mas essas mesmas fofas deveriam pensar duas vezes sobre tudo isso.
Se não tem dinheiro pra tingir o cabelo, não faça. Se não tem corpinho de Renata Banhara, não use. Se não tem rostinho de Irisene Stefanelli, não pendure coisas na cabeça.
Onde está a alma Venusiana? Toda mulher pode ser bonita, é só aprender a enxergar com seus próprios olhos. E o que eu falo é sério. Quando for comprar uma roupa, não enxergue a Paris Hilton em você se está mais pra Dna Jura. A Dna Jura não ficaria bem de microsaia, mas um vestidinho justo no busto e largo na cintura cai muito bem.
Enxergue suas qualidades, mas também enxergue suas imperfeições. Existem pessoas que não nasceram pra serem loiras, e outras, não estão no México pra virar Dulce Maria.
Jeans e camisetinha. Pronto. E não venha alguém dizer "ahhh mas jeans é caro", fofa, você encontra jeans no lojão do brás pelo preço da blusinha da novela das 8 que te deixa horrorosa!
E cabelos? assuma os seus... Se tem medeixas negras e enroladas, quer alisar? passe Henê, mas não queira ser uma mistura de Naomi Campbell com Madonna.
Em Vênus, as pessoas são criadas para serem Deusas, e nem sempre as Deusas tem o rostinho da Natalie Portman e o corpo da Ivete Sangalo, mas mesmo assim, elas sabem exaltar suas qualidades e esconder as imperfeições. E isso icluí o odor debaixo dos braços...
Dove, Nivea, Rexona, Fa, Adidas etc etc, tem um corredor inteiro dessas coisinhas em todos os supermercados por algum motivo. E existem promoções em qualquer farmácia dessa invenção chamada "antitranspirante".
Glorinha Kalil, Cris Arcangelli, FANTASTICO e a parte feminina de qualquer jornal também dão dicas de postura, corpo, moda e até promoções de calças-jeans no Lojão do Brás.
Eu não julgo a falta de conhecimento, a falta de cultura, mas falta de higiene é insadmissível! Hoje, portanto, eu aprendi que existe MUITO sentido no ditado "Sou pobre mas sou limpinho", porque, de fato, nem todos são.
Eis que me encontro indo para São Paulo - sim, morar no interior implica em usar transporte coletivo pra chegar na "cidade grande"-, fato é que ao entrar no ônibus, com meu banho recém tomado, perfume e maquiagem, pessoas chegam a me estranhar. Pergunto: Virou naturalidade exalar maus odores pelas axilas e ter o cabelo com uma raíz de 15cm?
Sabe, eu entendo o problema sócio-econômico-cultural desse nosso País, mas não consigo admitir o fato de uma pessoa levantar os braços ao seu lado e te desrespeitar exalando odores insuportáveis. Eu entendo que são trabalhadores, muitas vezes braçais, que ganham pouco e tudo o mais, acontece que... eu não tenho culpa disso.
Então levanto a questão da raíz de 15cm, sabe, eu nem comentaria se fosse uma senhorinha de setenta e poucos anos que não tinge o cabelo porque ganha 350R$ de aposentadoria, mas eu comento quando é uma jovem-moça na faixa dos 20 anos que um dia, vendo Rebeldes na TV, resolveu ser a Dulce Maria, e então, depois de 4 meses, a fofa fica com um cabelo parecendo que foi lavado com água de salsicha Eden®, preso, porque a tintura de 9,90R$ detonou com os fios, e ainda pra completar, com adereços ornamentáis, quase como origamis, na parte superior da cabeça.
Novamente, eu entendo que talvez a fofa não tenha dinheiro, e bla bla bla, mas eu pergunto: Por que resolveu ser a Dulce Maria se não tinha condições de manter?
Faça-me o favor. Na minha humilde opinião de menina-de-classe-média-nãotrabalhadora, postos de saúde deveriam distribuir desodorantes antitranspirantes, e as pessoas deveria ser conscientizadas que não é legal exalar odores insuportáveis pelas axilas. Eu entendo que existe o sofrimento, a falta de costume, a parte de cultura e bla bla bla, mas novamente: O que EU tenho a ver com isso?
Quanto a parte da super raíz da figurante dos Rebeldes, eu entendo que a TV acaba persuadindo as fofas do Brasil a comprarem adereços STYLE ex-BBB, pintar cabelo àla Dulce Maria, e se vestir como se estivesse indo ao Baile Funk, mas essas mesmas fofas deveriam pensar duas vezes sobre tudo isso.
Se não tem dinheiro pra tingir o cabelo, não faça. Se não tem corpinho de Renata Banhara, não use. Se não tem rostinho de Irisene Stefanelli, não pendure coisas na cabeça.
Onde está a alma Venusiana? Toda mulher pode ser bonita, é só aprender a enxergar com seus próprios olhos. E o que eu falo é sério. Quando for comprar uma roupa, não enxergue a Paris Hilton em você se está mais pra Dna Jura. A Dna Jura não ficaria bem de microsaia, mas um vestidinho justo no busto e largo na cintura cai muito bem.
Enxergue suas qualidades, mas também enxergue suas imperfeições. Existem pessoas que não nasceram pra serem loiras, e outras, não estão no México pra virar Dulce Maria.
Jeans e camisetinha. Pronto. E não venha alguém dizer "ahhh mas jeans é caro", fofa, você encontra jeans no lojão do brás pelo preço da blusinha da novela das 8 que te deixa horrorosa!
E cabelos? assuma os seus... Se tem medeixas negras e enroladas, quer alisar? passe Henê, mas não queira ser uma mistura de Naomi Campbell com Madonna.
Em Vênus, as pessoas são criadas para serem Deusas, e nem sempre as Deusas tem o rostinho da Natalie Portman e o corpo da Ivete Sangalo, mas mesmo assim, elas sabem exaltar suas qualidades e esconder as imperfeições. E isso icluí o odor debaixo dos braços...
Dove, Nivea, Rexona, Fa, Adidas etc etc, tem um corredor inteiro dessas coisinhas em todos os supermercados por algum motivo. E existem promoções em qualquer farmácia dessa invenção chamada "antitranspirante".
Glorinha Kalil, Cris Arcangelli, FANTASTICO e a parte feminina de qualquer jornal também dão dicas de postura, corpo, moda e até promoções de calças-jeans no Lojão do Brás.
Eu não julgo a falta de conhecimento, a falta de cultura, mas falta de higiene é insadmissível! Hoje, portanto, eu aprendi que existe MUITO sentido no ditado "Sou pobre mas sou limpinho", porque, de fato, nem todos são.
O sexo.
Vamos falar sobre algo que tanto homens quanto mulheres adoram: sexo.
Muitas vezes eu já refletí sobre as diferenças sexuais entre marcianos e venusianas, e obviamente eu não sou nenhuma Martha Suplicy, mas dá pra tirar uma base segundo experiências vividas e também as experiências conhecidas. A grande diferença entre você e os caras é que, provavelmente pra você sexo é amor, e pro cara é carinho.
Carinho de homem é sexo, e o de nós, mulheres, também. Para pra pensar. Ninguém faz sexo pra se completar, pra encontrar soluções pros problemas, pra entrar em contato com algo divino. o máximo que você pode conseguir com sexo é se completar com um filho, ter mais problemas e de repente, no ápice do prazer, enxergar et's.
Mulheres e homens procuram parceiros que cheirem bem, que não fiquem com frescuras, que esteja disposto a receber seu carinho e dar também. Novamente eu chego a conclusão de que mulheres complicam tudo.
Pra um cara ter prazer ele simplesmente precisa encontrar uma pessoa que esteja disposta a conversar por um período não muito longo sem fazê-lo pensar demais, dar uns beijos no pescoço, na ponta dos dedos pra, então, seguirem pro quarto, carro, parede, escada mais perto. Pra uma guria ter prazer ela precisa encontrar alguém que esteja disposto a ouví-la por horas, a preocupar-se com ela, a ser falso e fingir que não tá afim de sexo, pra depois, timidamente e com muito cuidado, levá-la pra um local perfeito e aí então, ter um orgasmo.
Eu já soube de muitas situações onde a guria simplesmente não curtiu o ato, mas continuou com o cara só porque ele fazia ela se sentir bem etc e etc. E também muitas outras vezes casos onde ela não conseguiu ter um orgasmo enquanto o cara teve 3. Parei pra pensar sobre isso e cheguei a conclusão que as mulheres se preocupam TANTO com o que o cara vai pensar dela depois, que esquecem de ser feliz.
Sexo tem que ser simples, quase automático. Tem que colocar na cabeça que, naquele momento, ambos estão procurando a mesma coisa: prazer. Não tem essa de segurança, de pudor, de lugar, de estria na bunda... amiga, uma vez um amigo meu me disse isso, e pode parecer meio sujo pra você, mas toda mulher fica linda de 4.
Homens procuram sexo por prazer, não pra conversar. Se você quer ser feliz sexualmente, procure prazer também. Não tem que pensar nem se preocupar, tem que aproveitar. É natural mulheres sentirem tanto tesão quanto os homens, pensarem em sexo tanto quanto eles. Sem medo, qual é?
Sexo não vai te completar, vai te dar prazer. Coloca isso na cabeça. No dia que você tiver um marido aí você faz sexo por obrigação, mas enquanto você pode escolher, escolha direito e aproveite, não deixe o cara entediado com seus problemas, ele quer te dar o carinho dele, aceite!
Uma noite mal dormida pode acabar com muitos de seus problemas. Ou pelo menos vai fazer você parar de pensar nos que não são problemas reais que você só pensa porque não tem nada melhor pra imaginar. Afinal de contas, quando você tem um pinto em você, é o mais perto que você chega de ser um homem... eles pensam do jeito que você pensa na hora do sexo. Simples assim.
Começo, meio e Fim.
Muitas vezes eu já refletí sobre as diferenças sexuais entre marcianos e venusianas, e obviamente eu não sou nenhuma Martha Suplicy, mas dá pra tirar uma base segundo experiências vividas e também as experiências conhecidas. A grande diferença entre você e os caras é que, provavelmente pra você sexo é amor, e pro cara é carinho.
Carinho de homem é sexo, e o de nós, mulheres, também. Para pra pensar. Ninguém faz sexo pra se completar, pra encontrar soluções pros problemas, pra entrar em contato com algo divino. o máximo que você pode conseguir com sexo é se completar com um filho, ter mais problemas e de repente, no ápice do prazer, enxergar et's.
Mulheres e homens procuram parceiros que cheirem bem, que não fiquem com frescuras, que esteja disposto a receber seu carinho e dar também. Novamente eu chego a conclusão de que mulheres complicam tudo.
Pra um cara ter prazer ele simplesmente precisa encontrar uma pessoa que esteja disposta a conversar por um período não muito longo sem fazê-lo pensar demais, dar uns beijos no pescoço, na ponta dos dedos pra, então, seguirem pro quarto, carro, parede, escada mais perto. Pra uma guria ter prazer ela precisa encontrar alguém que esteja disposto a ouví-la por horas, a preocupar-se com ela, a ser falso e fingir que não tá afim de sexo, pra depois, timidamente e com muito cuidado, levá-la pra um local perfeito e aí então, ter um orgasmo.
Eu já soube de muitas situações onde a guria simplesmente não curtiu o ato, mas continuou com o cara só porque ele fazia ela se sentir bem etc e etc. E também muitas outras vezes casos onde ela não conseguiu ter um orgasmo enquanto o cara teve 3. Parei pra pensar sobre isso e cheguei a conclusão que as mulheres se preocupam TANTO com o que o cara vai pensar dela depois, que esquecem de ser feliz.
Sexo tem que ser simples, quase automático. Tem que colocar na cabeça que, naquele momento, ambos estão procurando a mesma coisa: prazer. Não tem essa de segurança, de pudor, de lugar, de estria na bunda... amiga, uma vez um amigo meu me disse isso, e pode parecer meio sujo pra você, mas toda mulher fica linda de 4.
Homens procuram sexo por prazer, não pra conversar. Se você quer ser feliz sexualmente, procure prazer também. Não tem que pensar nem se preocupar, tem que aproveitar. É natural mulheres sentirem tanto tesão quanto os homens, pensarem em sexo tanto quanto eles. Sem medo, qual é?
Sexo não vai te completar, vai te dar prazer. Coloca isso na cabeça. No dia que você tiver um marido aí você faz sexo por obrigação, mas enquanto você pode escolher, escolha direito e aproveite, não deixe o cara entediado com seus problemas, ele quer te dar o carinho dele, aceite!
Uma noite mal dormida pode acabar com muitos de seus problemas. Ou pelo menos vai fazer você parar de pensar nos que não são problemas reais que você só pensa porque não tem nada melhor pra imaginar. Afinal de contas, quando você tem um pinto em você, é o mais perto que você chega de ser um homem... eles pensam do jeito que você pensa na hora do sexo. Simples assim.
Começo, meio e Fim.
Coisas que incomodam.
Fico pensando o que acontece com os relacionamentos num geral. Por que eles terminam, por que as pessoas traem, em que elas erram, etc. Cheguei em algumas conclusões conversando com meus amigos, sabe, prefiro amizades masculinas pra esse tipo de conselho, porque os homens [oque já é uma conclusão], odeiam confusão, não suportam pensar demais numa coisa por muito tempo, homens têm prazo de validade.
Muitas amigas minhas, inclusive, me disseram algumas vezes que "ah, eu queria ter nascido homem, eles não sofrem", e eu mesma já repetí isso algumas vezes, mas então eu convivendo com meus amigos percebí que os homens sofrem sim, e sofrem muito. O sofrimento masculino é simples, assim como os problemas deles são simples, e sabe por quê? Porque eles não pensam demais, não encanam. Homens sofrem por terem que aturar os dramas femininos, a depressão sem causa, as explosões sentimentais, aquelas que bem provavelmente você sempre se arrepende depois e vê que nem tinha fundamento.
Os homens, no modo simples de pensar e agir, vivem numa pressão absurda em tentar entender-nos, mulheres. Eu realmente acho que homens são mais compreensíveis que as mulheres, porque a gente não costuma querer entender o lado deles, quer que eles entendam o nosso, sempre.
Então eu concluí que o que acaba com as relações normalmente são as oscilações femininas. Essa coisa de fingir que não quer, de dar dois passos pra frente e um pra trás, não ligar, e aí, de repente explodir de amor, dar 50 passos, ligar desesperadamente. Isso enlouquece os homens. Pensa se fosse com você, como seria? Como você reagiria?
Mulheres deveriam nascer com um pedaço de pinto, nem que fosse internamente, pra conseguir simplicar as coisas, e os homens deveriam ficar menstruados, pelo menos uma vez ao ano, pra complicar um pouco a vida. Mulheres deveriam se importar menos e entender um pouco mais a alma masculina. A gente perde tanto tempo se importando com os nossos problemas que esquecemos que eles -os homens- poderiam nos ajudar a simplificar. Se não fossem seus dramas e se você nnao levasse pro lado pessoal tudo que ele te responde monossilabicamente, talvez hoje não estaria pensando tanto em ter soluções.
Às vezes o cara tá muito afim de te ver, ele gosta demais de você, adora cheirar seu cangote, mas ele não quer tentar te decifrar toda vez que vocês saem, ele não quer arriscar te pegar em casa de mau-humor, ele não quer passar por um questionário. Se um cara te chama pra sair, mostra interesse, liga pra você é o que, na cabeça dele, ele precisa fazer pra você entender que ele tá afim. Homens não são tão detalhistas, eles são selvagens, rápidos.
É melhor tentar não complicar pro lado deles. Amigas vão te entender numa crise existencial de TPM, ou num surto de "eu-amo-meu-melhor-amigo" porque você está carente. Homens vão achar que você precisa de gardenal.
Muitas amigas minhas, inclusive, me disseram algumas vezes que "ah, eu queria ter nascido homem, eles não sofrem", e eu mesma já repetí isso algumas vezes, mas então eu convivendo com meus amigos percebí que os homens sofrem sim, e sofrem muito. O sofrimento masculino é simples, assim como os problemas deles são simples, e sabe por quê? Porque eles não pensam demais, não encanam. Homens sofrem por terem que aturar os dramas femininos, a depressão sem causa, as explosões sentimentais, aquelas que bem provavelmente você sempre se arrepende depois e vê que nem tinha fundamento.
Os homens, no modo simples de pensar e agir, vivem numa pressão absurda em tentar entender-nos, mulheres. Eu realmente acho que homens são mais compreensíveis que as mulheres, porque a gente não costuma querer entender o lado deles, quer que eles entendam o nosso, sempre.
Então eu concluí que o que acaba com as relações normalmente são as oscilações femininas. Essa coisa de fingir que não quer, de dar dois passos pra frente e um pra trás, não ligar, e aí, de repente explodir de amor, dar 50 passos, ligar desesperadamente. Isso enlouquece os homens. Pensa se fosse com você, como seria? Como você reagiria?
Mulheres deveriam nascer com um pedaço de pinto, nem que fosse internamente, pra conseguir simplicar as coisas, e os homens deveriam ficar menstruados, pelo menos uma vez ao ano, pra complicar um pouco a vida. Mulheres deveriam se importar menos e entender um pouco mais a alma masculina. A gente perde tanto tempo se importando com os nossos problemas que esquecemos que eles -os homens- poderiam nos ajudar a simplificar. Se não fossem seus dramas e se você nnao levasse pro lado pessoal tudo que ele te responde monossilabicamente, talvez hoje não estaria pensando tanto em ter soluções.
Às vezes o cara tá muito afim de te ver, ele gosta demais de você, adora cheirar seu cangote, mas ele não quer tentar te decifrar toda vez que vocês saem, ele não quer arriscar te pegar em casa de mau-humor, ele não quer passar por um questionário. Se um cara te chama pra sair, mostra interesse, liga pra você é o que, na cabeça dele, ele precisa fazer pra você entender que ele tá afim. Homens não são tão detalhistas, eles são selvagens, rápidos.
É melhor tentar não complicar pro lado deles. Amigas vão te entender numa crise existencial de TPM, ou num surto de "eu-amo-meu-melhor-amigo" porque você está carente. Homens vão achar que você precisa de gardenal.
Encontro certeiro.
Já parou pra pensar como o sofrimento é coisa de pobre?
Essa coisa de ficar encanado no amor é coisa de pobre. Pobre que gosta de sofrer, gosta de assistir novela das oito e se identificar com alguém da classe baixa, aí ouve música triste, bebe cerveja pra esquecer, vai pro funk se esfregar, e depois reclama que continua na merda, que todo mundo é igual.
Caríssimo, se você deseja um homem ou uma mulher diferente, procure em lugares diferentes. Se você quer alguém que te trate bem, não procure nos bailes funk's, em balada, em bar. Gente rica e de classe frequenta restaurante, frequenta Pub, passa as férias em Angra, não no Guarujá.
Darei umas dicas, ok? Você pode seguí-las ou ignorá-las, mas eu estou aqui tentando te ajustar.
Em um encontro:
1. Sempre olhe para o sapato. Normalmente gente metida a playboy se preocupa com a parte de cima só, com a corrente de prata, nunca com os pés. NUNCA, JAMAIS se interesse demais por alguém quem usa um tênis velho e sujo. NUNCA.
2. Preste bem atenção se um cara não sabe aonde te levar, se você quer alguém pra valer, procure alguém decidido.
3. Nunca encane num cara que encha a cara só de cerveja. É classe baixa. Se um cara quer beber até cair, ele bebe whisky, te oferece uma tequila. Se ele quer te agradar, ele oferece um vinho.
4. Se um cara te levar pra um lugar que só tem velho e gente estranha, acredite, ele só quer te comer. O lugar é só pra te enganar tempo o suficiente pra conseguir. Ele tá te escondendo. Procure alguém que tenha orgulho de estar com você.
5. Ofereça pra dividir a conta, mas se ele aceitar, pelo menos nas 2 primeiras vezes, dê tchau.
6. Não acredite em alguém que faz muitos elogios. É mentiroso, lembre-se que você não é a primeira mulher da vida dele, ele sabe o que tá dizendo. Não acredite!
7. Seja decidida. Se você sair com alguém que seja sincero com você e te fale que quer ir pro Motel, faça a sua vontade, porque, provavelmente, se ele já te chamou pra sair com esse intúito, a idéia que ele tinha de você antes já não era a das melhores, portanto, aproveite se quiser, mas não encane.
8. Deixe o cara falar, mas não demais. Se ele fala demais, ele provavelmente vai querer mandar em você.
9. Nunca confie em alguém que atenda por algum apelido do tipo, "Pardal", "Banzé", "Tchúla", etc. Gente séria tem nome e sobrenome, não apelido.
10. Procure alguém que goste de ler. Legendas de filmes contam como leitura. Se um cara não gosta de ler, não gosta de filmes normais, só os que contam com robôs e super-machos, acredite, o cara é um zero à esquerda e você vai sustentá-lo.
É bem simples tornar-se seletiva, minha amiga. A partir do momento que você encanar em um cara que faz e tem tudo isso, pode se sentir orgulhosa, mas nunca sofra por um perdedor, porque senão você sempre será uma também.
Essa coisa de ficar encanado no amor é coisa de pobre. Pobre que gosta de sofrer, gosta de assistir novela das oito e se identificar com alguém da classe baixa, aí ouve música triste, bebe cerveja pra esquecer, vai pro funk se esfregar, e depois reclama que continua na merda, que todo mundo é igual.
Caríssimo, se você deseja um homem ou uma mulher diferente, procure em lugares diferentes. Se você quer alguém que te trate bem, não procure nos bailes funk's, em balada, em bar. Gente rica e de classe frequenta restaurante, frequenta Pub, passa as férias em Angra, não no Guarujá.
Darei umas dicas, ok? Você pode seguí-las ou ignorá-las, mas eu estou aqui tentando te ajustar.
Em um encontro:
1. Sempre olhe para o sapato. Normalmente gente metida a playboy se preocupa com a parte de cima só, com a corrente de prata, nunca com os pés. NUNCA, JAMAIS se interesse demais por alguém quem usa um tênis velho e sujo. NUNCA.
2. Preste bem atenção se um cara não sabe aonde te levar, se você quer alguém pra valer, procure alguém decidido.
3. Nunca encane num cara que encha a cara só de cerveja. É classe baixa. Se um cara quer beber até cair, ele bebe whisky, te oferece uma tequila. Se ele quer te agradar, ele oferece um vinho.
4. Se um cara te levar pra um lugar que só tem velho e gente estranha, acredite, ele só quer te comer. O lugar é só pra te enganar tempo o suficiente pra conseguir. Ele tá te escondendo. Procure alguém que tenha orgulho de estar com você.
5. Ofereça pra dividir a conta, mas se ele aceitar, pelo menos nas 2 primeiras vezes, dê tchau.
6. Não acredite em alguém que faz muitos elogios. É mentiroso, lembre-se que você não é a primeira mulher da vida dele, ele sabe o que tá dizendo. Não acredite!
7. Seja decidida. Se você sair com alguém que seja sincero com você e te fale que quer ir pro Motel, faça a sua vontade, porque, provavelmente, se ele já te chamou pra sair com esse intúito, a idéia que ele tinha de você antes já não era a das melhores, portanto, aproveite se quiser, mas não encane.
8. Deixe o cara falar, mas não demais. Se ele fala demais, ele provavelmente vai querer mandar em você.
9. Nunca confie em alguém que atenda por algum apelido do tipo, "Pardal", "Banzé", "Tchúla", etc. Gente séria tem nome e sobrenome, não apelido.
10. Procure alguém que goste de ler. Legendas de filmes contam como leitura. Se um cara não gosta de ler, não gosta de filmes normais, só os que contam com robôs e super-machos, acredite, o cara é um zero à esquerda e você vai sustentá-lo.
É bem simples tornar-se seletiva, minha amiga. A partir do momento que você encanar em um cara que faz e tem tudo isso, pode se sentir orgulhosa, mas nunca sofra por um perdedor, porque senão você sempre será uma também.
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