A gente nunca sabe como será nosso dia de amanhã. É um ditado muito falado, mas que quase ninguém leva a sério. Agora pode ser cedo demais, amanhã, tarde demais. Cedo pra dizer a alguém que você o ama, tarde pra deixar algo bom pra essa pessoa.
Um dia você acorda e percebe que existem menos pessoas no seu universo, e aí? Você disse a elas o quanto você os amava? Você fez questão de lutar por elas, mesmo que em vão amanhã? Você deu aquele abraço que queria? Se declarou? Não? Você achava cedo demais. Hoje, é tarde demais.
É tarde pra dizer 'eu te amo', tarde para dizer que, não importa oque aconteça, você está aqui. Tarde pra olhar pra trás e tentar mudar tudo oque aconteceu. É tarde pra sofrer, pra chorar, pra perceber que você perdeu. É tarde pra fazer entender, pra dar um abraço, pra tratar com carinho, pra dar um sorriso sincero. É simplesmente tarde demais.
Às vezes perdemos pessoas exatamente pra aprender que o dia de amanhã é cruel. O dia de amanhã pode nos tirar alguém que você ama incondicionalmente. O dia de amanhã nos faz sofrer, nos faz querer mudar tudo e nos mudar. O dia de amanhã nos faz ficar frios, nos faz ser racional, exatamente quando não devemos ser.
O amanhã cria feridas, não o ontem, o hoje. É o amanhã de um abraço não recebido, é o amanhã de um sorriso não dado, é o amanhã de uma palavra não dita. É a consequência de perder, de perceber que o seu ontem foi em vão. O amanhã nos fere, nos deixa fracos, descontentes, sem esperança.
Quanto ao ontem, ninguém pode fazer mais nada, 'oque está feito, está feito', oque passou ficou pra trás, oque não foi falado, não foi feito, oque poderia ter sido, nada disso existe. O ontem é algo pra guardar na memória, enquanto ela ainda deixa o seu hoje com esperança. Não existe nada que você possa fazer pra mudar oque já aconteceu.
Mas existe o hoje, e, esse sim é um grande presente. O hoje é uma escolha, é aonde você pode decidir oque é melhor, e, depois de um tempo de feridas, você percebe que, não importa nada que aconteça, o melhor é sempre amar. Por isso, se você ama alguém, faça essa pessoa saber disso, diga a ela 'Eu te amo', mesmo que hoje ela não reconheça. Faça aquilo que seu instinto mandar, e se for pra ser, se arrependa depois, mas não deixe de fazer.
Uma palavra não dita pode simplesmente tirar o chão de alguém, e, às vezes, tudo que alguém quer é simplesmente ser amado. Se é cedo demais, você vai saber... Mas e se for tarde demais?
16.5.09
7.1.09
Você.
Senti aquele cheiro de manteiga, de cinema, de pipoca: Lembrei de você. Lembrei do primeiro dia em que te ví, do meu coração meio acelerado batendo, do modo tímido que eu te beijei a primeira vez, dos minutos de espera pra poder ficar mais juntinho de ti. Sorrí.
Andei pelos corredores daquele lugar iluminado onde tantas vezes estive com você de mãos dadas, brincando dizendo que iria te comprar aquele all-star azul que você tanto odeia, passando pela sua loja favorita onde nada que tenha alí seja do meu gosto, e mesmo assim, sorrí.
Pedí aquela batata pra viagem e hesitei em comer com catchup. Eu lembro o quanto você não gostava de me beijar depois. Passei pelo quiosque do sorvete de pistache que a gente já dividiu, pelos banquinhos do chopp que tantas vezes você reparou nas minhas caretas e me elogiou. Sorrí.
Peguei o metrô pra voltar pra minha casa, e o aquele barulho me fez lembrar dos momentos que eu não queria te deixar ir embora, que eu olhava do outro lado esperando te ver mais um pouco. Passei por aquela estação que eu te encontrava, que tantas vezes você se atrasou, e eu também me atrasei. Sorrí.
Senti falta do seu cheiro, do seu beijo, do seu carinho. Senti falta da sua risada e de roçar meu nariz no seu, meu nariz que eu odeio e você adora. Senti falta dos passos largos pra chegar mais rápido ao nosso destino, das tardes que eu ganhei estando com você, da felicidade em saber que eu iria te encontrar depois e ouvir "meu amor".
Quero viver momentos iguais aos que você me deu, aqueles que a gente não pode contar. Momentos de olhar no espelho, de brincar com os botões, de só te chamar de amor por te chamar de amor. Momentos que eu chorei, que eu sentí, que eu amei. Momentos que eu estive completa, feliz, que eu dividí meu fone pra ouvir com você aquela nossa música -ah se não fosse por ela!-.
Por esse tempo eu esquecí como era viver no mundo preto e branco, e você me mostrou tantas vezes o multicolorido, eu não queria esquecer. Hoje meu mundo voltou a ser preto e branco, e talvez eu sei que você até ache graça nisso. Você odeia verde. Ou ao menos odiava... Voltei a ter saudades, a fazer aquela cara que entorta a boca do lado, sabe?
Hoje eu só queria poder ter você pra mim, e só pra mim, e não mudaria nada de tudo que a gente já viveu. Não tenho mais vergonha em te dizer oque eu quero, em te dizer que eu sinto tanto sua falta, e te chamar de amor...só pra chamar de amor. Hoje eu queria você de volta. Volta logo?
Andei pelos corredores daquele lugar iluminado onde tantas vezes estive com você de mãos dadas, brincando dizendo que iria te comprar aquele all-star azul que você tanto odeia, passando pela sua loja favorita onde nada que tenha alí seja do meu gosto, e mesmo assim, sorrí.
Pedí aquela batata pra viagem e hesitei em comer com catchup. Eu lembro o quanto você não gostava de me beijar depois. Passei pelo quiosque do sorvete de pistache que a gente já dividiu, pelos banquinhos do chopp que tantas vezes você reparou nas minhas caretas e me elogiou. Sorrí.
Peguei o metrô pra voltar pra minha casa, e o aquele barulho me fez lembrar dos momentos que eu não queria te deixar ir embora, que eu olhava do outro lado esperando te ver mais um pouco. Passei por aquela estação que eu te encontrava, que tantas vezes você se atrasou, e eu também me atrasei. Sorrí.
Senti falta do seu cheiro, do seu beijo, do seu carinho. Senti falta da sua risada e de roçar meu nariz no seu, meu nariz que eu odeio e você adora. Senti falta dos passos largos pra chegar mais rápido ao nosso destino, das tardes que eu ganhei estando com você, da felicidade em saber que eu iria te encontrar depois e ouvir "meu amor".
Quero viver momentos iguais aos que você me deu, aqueles que a gente não pode contar. Momentos de olhar no espelho, de brincar com os botões, de só te chamar de amor por te chamar de amor. Momentos que eu chorei, que eu sentí, que eu amei. Momentos que eu estive completa, feliz, que eu dividí meu fone pra ouvir com você aquela nossa música -ah se não fosse por ela!-.
Por esse tempo eu esquecí como era viver no mundo preto e branco, e você me mostrou tantas vezes o multicolorido, eu não queria esquecer. Hoje meu mundo voltou a ser preto e branco, e talvez eu sei que você até ache graça nisso. Você odeia verde. Ou ao menos odiava... Voltei a ter saudades, a fazer aquela cara que entorta a boca do lado, sabe?
Hoje eu só queria poder ter você pra mim, e só pra mim, e não mudaria nada de tudo que a gente já viveu. Não tenho mais vergonha em te dizer oque eu quero, em te dizer que eu sinto tanto sua falta, e te chamar de amor...só pra chamar de amor. Hoje eu queria você de volta. Volta logo?
6.1.09
Sobre o amor.
"E no final, o amor que você recebe é proporcional ao amor que você oferece" - John Lennon.
Muita gente por este mundo a fora pensa no amor como algo simples, descomplicado, acha fácil dizer a alguém que ama, mas é quando você ouve um 'Eu te amo' de alguém e sente que é real que passa a entender o significado real dessa palavrinha tão humilde, assim como o verdadeiro amor.
O Amor não é algo que você escolhe -definitivamente-. Não é algo que você controla ou que que você possa confiar. O Amor é um sentimento que destrói e constrói, que ajuda e atrapalha, o amor é assim, uma antítese sem fim. É aquela coisa de estar cheio de se sentir vazio, de ser ferida que dói e não se sente... -Camões sempre esteve certo-, é aquela bossa nova cantada pelo Tom Jobim "eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver, a espera de viver ao lado teu, por toda minha vida".
Nos filmes o amor é quase sempre algo que quebra todas as barreiras. Não importa se é um escravo e uma princesa, se são inimigos, se é a mulher do melhor amigo, sempre tem final feliz, e é assim que a gente enxerga o amor, como algo que supera qualquer coisa, algo que vive a parte do mundo, como se estivesse fora de órbita.
O amor pode te fazer sofrer, mas ninguém apaga o amor, ninguém chega com um paninho com veja e tira as marcas que ele te deixou no coração. Amor não se desacostuma, ele infelizmente compreende. Quando você ama alguém tudo é compreensível, até o fato da pessoa não te amar é compreensível. Você pode se tornar escravo daquele sentimento criando mundos de fantasias em um grão de recompensa que você recebe. Quando a gente ama qualquer coisinha é válida. Aquele olhar carinhoso, um sorriso generoso, um 'sinto muito' mesmo que ele não seja real. Pra quem ama basta!
Quando a gente ama não importa se está frio, calor, se o seu dia está divertido ou entediante: Você quer aquela pessoa do seu lado. Acorda e dorme pensando, ouve uma música e lembra, come algo e lembra, sente um cheiro e lembra. O Amor deixa muitas âncoras em nós, e essas âncoras não se vão num piscar de olhos. O amor é uma eterna lembraça. Não vai adiantar, quando você ama alguém, mesmo que essa pessoa não te ame, você vai sentir aquele cheiro de café e lembrar, vai escutar aquela música e lembrar, vai ler aquele poema e lembrar, assistir aquele filme e lembrar. Não adianta fugir.
Além disto, quando você ama não enxerga os defeitos que a pessoa tem, você até enxerga, mas as qualidades se superam. A pessoa pode ser grossa, pode ser não tão bonita e até não te tratar como você merece, mas isso tudo você não guarda na memória. Você guarda os momentos de olhar nos olhos, de atenção, do beijo no cantinho dos olhos, da carinha de cachorro abandonado.
Amar é aceitar todas as coisas, acima de tudo. É aquela coisa de você desistir de tudo facilmente, mas quando se trata daquela pessoa, não importa nada que ela tenha te feito, você não desiste dela, porque existe algo que você conhece e sabe lá dentro, que faz a força do amor ser mais forte que a da gravidade. Faz você ter borboletas no estômago.
Acima de tudo, amar não é ser burro, amar é ser menos humano. Quando a gente ama nós nos tornamos mais cães que humanos, nós abanamos o rabo mesmo que há 10 minutos atrás aquela pessoa tenha te feito algum mal. Amar é aceitar sem sentimentos humanos, sem nojo, sem dúvida, sem pudor, sem egoísmo, é aceitar por instinto, por confiança, por determinação.
Amar é aceitar oque vier, não importa. É aceitar simplesmente estar junto, mesmo que pouco, é ser você pura e simplesmente, e só quem ama pode entender. E oque são vistos pelos olhos nem sempre são sentidos pelo coração. Nem sempre são guardados lá na sua caixinha de pandora, nem sempre é o bastante pra te fazer desistir.
E então um dia você percebe que amar está tão acima de todas as coisas, que mesmo que não seja um amor sexual, você ama com todas as letras, com toda sua alma. Não importa se é sua amiga, sua mãe, seu irmão, tio ou padrasto. Nem sempre um grande amor é aquele que aparece nos filmes e livros, às vezes o amor é aquele de convivência, de preocupação, de estar junto, de querer observar, dividir, ouvir, de querer se doar..
E no final, o amor que você recebe é proporcional ao amor que você oferece, por isso AME, ame intensamente e não tenha medo disso. Pode ser que hoje você não receba absolutamente nada por amar essa pessoa aí que você está pensando, mas amanhã, através dela ou de outra, você vai receber de volta. E ame sem esperar nada em troca, porque você sabe oque virá no final...
Muita gente por este mundo a fora pensa no amor como algo simples, descomplicado, acha fácil dizer a alguém que ama, mas é quando você ouve um 'Eu te amo' de alguém e sente que é real que passa a entender o significado real dessa palavrinha tão humilde, assim como o verdadeiro amor.
O Amor não é algo que você escolhe -definitivamente-. Não é algo que você controla ou que que você possa confiar. O Amor é um sentimento que destrói e constrói, que ajuda e atrapalha, o amor é assim, uma antítese sem fim. É aquela coisa de estar cheio de se sentir vazio, de ser ferida que dói e não se sente... -Camões sempre esteve certo-, é aquela bossa nova cantada pelo Tom Jobim "eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver, a espera de viver ao lado teu, por toda minha vida".
Nos filmes o amor é quase sempre algo que quebra todas as barreiras. Não importa se é um escravo e uma princesa, se são inimigos, se é a mulher do melhor amigo, sempre tem final feliz, e é assim que a gente enxerga o amor, como algo que supera qualquer coisa, algo que vive a parte do mundo, como se estivesse fora de órbita.
O amor pode te fazer sofrer, mas ninguém apaga o amor, ninguém chega com um paninho com veja e tira as marcas que ele te deixou no coração. Amor não se desacostuma, ele infelizmente compreende. Quando você ama alguém tudo é compreensível, até o fato da pessoa não te amar é compreensível. Você pode se tornar escravo daquele sentimento criando mundos de fantasias em um grão de recompensa que você recebe. Quando a gente ama qualquer coisinha é válida. Aquele olhar carinhoso, um sorriso generoso, um 'sinto muito' mesmo que ele não seja real. Pra quem ama basta!
Quando a gente ama não importa se está frio, calor, se o seu dia está divertido ou entediante: Você quer aquela pessoa do seu lado. Acorda e dorme pensando, ouve uma música e lembra, come algo e lembra, sente um cheiro e lembra. O Amor deixa muitas âncoras em nós, e essas âncoras não se vão num piscar de olhos. O amor é uma eterna lembraça. Não vai adiantar, quando você ama alguém, mesmo que essa pessoa não te ame, você vai sentir aquele cheiro de café e lembrar, vai escutar aquela música e lembrar, vai ler aquele poema e lembrar, assistir aquele filme e lembrar. Não adianta fugir.
Além disto, quando você ama não enxerga os defeitos que a pessoa tem, você até enxerga, mas as qualidades se superam. A pessoa pode ser grossa, pode ser não tão bonita e até não te tratar como você merece, mas isso tudo você não guarda na memória. Você guarda os momentos de olhar nos olhos, de atenção, do beijo no cantinho dos olhos, da carinha de cachorro abandonado.
Amar é aceitar todas as coisas, acima de tudo. É aquela coisa de você desistir de tudo facilmente, mas quando se trata daquela pessoa, não importa nada que ela tenha te feito, você não desiste dela, porque existe algo que você conhece e sabe lá dentro, que faz a força do amor ser mais forte que a da gravidade. Faz você ter borboletas no estômago.
Acima de tudo, amar não é ser burro, amar é ser menos humano. Quando a gente ama nós nos tornamos mais cães que humanos, nós abanamos o rabo mesmo que há 10 minutos atrás aquela pessoa tenha te feito algum mal. Amar é aceitar sem sentimentos humanos, sem nojo, sem dúvida, sem pudor, sem egoísmo, é aceitar por instinto, por confiança, por determinação.
Amar é aceitar oque vier, não importa. É aceitar simplesmente estar junto, mesmo que pouco, é ser você pura e simplesmente, e só quem ama pode entender. E oque são vistos pelos olhos nem sempre são sentidos pelo coração. Nem sempre são guardados lá na sua caixinha de pandora, nem sempre é o bastante pra te fazer desistir.
E então um dia você percebe que amar está tão acima de todas as coisas, que mesmo que não seja um amor sexual, você ama com todas as letras, com toda sua alma. Não importa se é sua amiga, sua mãe, seu irmão, tio ou padrasto. Nem sempre um grande amor é aquele que aparece nos filmes e livros, às vezes o amor é aquele de convivência, de preocupação, de estar junto, de querer observar, dividir, ouvir, de querer se doar..
E no final, o amor que você recebe é proporcional ao amor que você oferece, por isso AME, ame intensamente e não tenha medo disso. Pode ser que hoje você não receba absolutamente nada por amar essa pessoa aí que você está pensando, mas amanhã, através dela ou de outra, você vai receber de volta. E ame sem esperar nada em troca, porque você sabe oque virá no final...
9.12.08
Bem-vindo ao clube.
Alto, moreno, olhos claros. Amigos, cerveja e cigarro. Sonhos, ideais e desilusões. Vida boa, pais admiráveis, filho único. Carro, agenda lotada e dinheiro. Felicidade, saúde e saudades. Augusto, 22 anos, apaixonado.
Sexta no bar com os amigos: previsível. Augusto ligou para Clara, sua paixão não declarada, seu bem-estar, suas horas mais bem gastas, seu sorriso mais sincero, sua verdade. Estava se sentindo só. A lua brilhava no ponto mais alto, passava da meia-noite, o copo de cerveja suava sob a mesa e as histórias alheias não o interessavam. Clara não atendeu.
Augusto sentia um sentimento novo, sentia como se seu estômago estivesse preso, amarrado, vazio. Sentia uma fome insaciável, mas nada o apetecia. Suas idéias não se completavam, seu olhar não se focava, seu sorriso forçava para o lado. Algo estava estranho. As piadas dos amigos não faziam sentido "Estou de mau-humor", pensou.
As pausas entre uma chamada e outra pareciam tomar um ritmo diferente, assim como as batidas no seu peito, se contradiziam. Clara não atendeu pela terceira vez, Augusto não deixou de tentar a quarta. Logo ele, um alguém orgulhoso que dizia não insistir, foi traído pelos instintos. Acendeu mais um cigarro.
Os minutos não estavam mais correndo como antes, e ele só se concentrava em encontrar Clara, em saber porque ela não estava lá aquela noite. Queria falar com ela, vê-la por alguns momentos, nem se fosse só levá-la pra casa. Seu desejo mais estranho era o de sentir o cheiro dos cabelos dela, de sentir seu perfume ao passar, de ouvir aquela risada exagerada.
O barulho alto do outro lado da linha não o deixava escutar direito, mas a voz era doce:
"Oi Ti!", Clara atendeu finalmente.
"Cadê você?",
"Em um bar com meus amigos".
Augusto sentiu uma dúvida estranha, um pensamento que saiu em voz alta, "Ah, com seus amigos...legal." disse em tom diferente, baixo, sem entusiasmo algum, quase que reprimindo.
"Tá tudo bem aí?", Clara desconfiou.
"Uhum..." Ele respondeu sem novamente perceber o tom ríspido em sua voz.
"hum, então tá, depois eu te ligo! Beijo, Ti!".
Uma onda de descrença tomou conta dele, como uma interrogação pelas últimas palavras de Clara, "Beijo, Tchau", quase bravo, desligou sem esperar a reação, porém, dentro dele, ele esperava que ela retornasse.
Seus impulsos tomaram conta da situação, algo novo pra ele, sempre tão controlado, que desacreditava no tal ciúmes que todos falavam, mas lá estava Augusto, de pé encostado na parede, longe de todos seus amigos, olhando para seu celular, esperando que Clara retornasse, desejando ligar novamente e dizer mais, pedir desculpas talvez, perguntar se podia ir buscá-la, mas outra parte nova dele pensou duas vezes, não querendo dar motivos pra ela pensar que ele estivesse preocupado.
A sexta havia terminado, e Augusto voltou pra casa ainda esperando que Clara ligasse. Mas ele também não ligou. Tentou disfarçar repetindo em sua mente que não se importava, e neste dia, de lua cheia, Augusto pendurou seu quadro na parede dos apaixonados. Foi traído pelos instintos, tomado pelo ciúmes, e agora, angustiado pelo dia seguinte.
Sexta no bar com os amigos: previsível. Augusto ligou para Clara, sua paixão não declarada, seu bem-estar, suas horas mais bem gastas, seu sorriso mais sincero, sua verdade. Estava se sentindo só. A lua brilhava no ponto mais alto, passava da meia-noite, o copo de cerveja suava sob a mesa e as histórias alheias não o interessavam. Clara não atendeu.
Augusto sentia um sentimento novo, sentia como se seu estômago estivesse preso, amarrado, vazio. Sentia uma fome insaciável, mas nada o apetecia. Suas idéias não se completavam, seu olhar não se focava, seu sorriso forçava para o lado. Algo estava estranho. As piadas dos amigos não faziam sentido "Estou de mau-humor", pensou.
As pausas entre uma chamada e outra pareciam tomar um ritmo diferente, assim como as batidas no seu peito, se contradiziam. Clara não atendeu pela terceira vez, Augusto não deixou de tentar a quarta. Logo ele, um alguém orgulhoso que dizia não insistir, foi traído pelos instintos. Acendeu mais um cigarro.
Os minutos não estavam mais correndo como antes, e ele só se concentrava em encontrar Clara, em saber porque ela não estava lá aquela noite. Queria falar com ela, vê-la por alguns momentos, nem se fosse só levá-la pra casa. Seu desejo mais estranho era o de sentir o cheiro dos cabelos dela, de sentir seu perfume ao passar, de ouvir aquela risada exagerada.
O barulho alto do outro lado da linha não o deixava escutar direito, mas a voz era doce:
"Oi Ti!", Clara atendeu finalmente.
"Cadê você?",
"Em um bar com meus amigos".
Augusto sentiu uma dúvida estranha, um pensamento que saiu em voz alta, "Ah, com seus amigos...legal." disse em tom diferente, baixo, sem entusiasmo algum, quase que reprimindo.
"Tá tudo bem aí?", Clara desconfiou.
"Uhum..." Ele respondeu sem novamente perceber o tom ríspido em sua voz.
"hum, então tá, depois eu te ligo! Beijo, Ti!".
Uma onda de descrença tomou conta dele, como uma interrogação pelas últimas palavras de Clara, "Beijo, Tchau", quase bravo, desligou sem esperar a reação, porém, dentro dele, ele esperava que ela retornasse.
Seus impulsos tomaram conta da situação, algo novo pra ele, sempre tão controlado, que desacreditava no tal ciúmes que todos falavam, mas lá estava Augusto, de pé encostado na parede, longe de todos seus amigos, olhando para seu celular, esperando que Clara retornasse, desejando ligar novamente e dizer mais, pedir desculpas talvez, perguntar se podia ir buscá-la, mas outra parte nova dele pensou duas vezes, não querendo dar motivos pra ela pensar que ele estivesse preocupado.
A sexta havia terminado, e Augusto voltou pra casa ainda esperando que Clara ligasse. Mas ele também não ligou. Tentou disfarçar repetindo em sua mente que não se importava, e neste dia, de lua cheia, Augusto pendurou seu quadro na parede dos apaixonados. Foi traído pelos instintos, tomado pelo ciúmes, e agora, angustiado pelo dia seguinte.
7.10.08
Liberdade.
Pedro olhou ao redor e tudo parecia confuso, a luz negra fazia o branco dos dentes de Paula brilharem, o pó branco separado em fileiras já bagunçadas sob a mesa de vidro eram a fonte do lilás mais brilhante. Entregou-se ao lilás e agarrou Paula sem pudor. O som ao fundo era ensurdecedor, as batidas não paravam e, naquele dia, ele não sentiu seu coração e respiração seguir o ritmo.
As luzes que brilhavam do outro lado do bar pareciam o chamar, ele observava atentamente o piscar do neon vermelho fazendo curvas sob o corpo de alguém. Logo ali, tão perto, mas ele sabia que se seu corpo não chegaria tão longe. Paula curvou-se e cheirou mais um pouco daquilo que a fazia sorrir, ele observou desapontado.
Houve um dia que Pedro não teve a necessidade de se sentir completo no meio de tudo tão perdido. Aquela liberdade que ele almejou por toda sua juventude, neste dia, o fez infeliz. Em um impulso puxou Paula e a abraçou, ela por sua vez, agitada com o sangue bombando em suas veias, o empurrou com um olhar de desprezo. Sua noite acabaria solitária.
Não foi a primeira vez que Pedro sentiu o peso da solidão, o peso de ter tudo mas não ter nada em absoluto. O copo cheio de vodka desceu pela sua garganta sem ele sentir. Pedro tinha o que sonhava: era sócio de uma casa noturna badalada, seu carro atingia 3 dígitos em segundos, seu apartamento nunca ficava vazio e sua cama feita sob medida sempre contava com um corpo esbelto feminino. Mas não naquela noite.
Pedro abriu a geladeira procurando satisfazer sua ansiedade, as garrafas de cerveja e vodka não era o que ele procurava, a caixa quase vazia com algumas torradas não era o que ele queria. Vasculhou os armários e encontrou alguns chocolates perdidos que ao derreterem em sua boca, trouxeram lembranças.
Sua infância havia sido tímida, cheia de dúvidas e problemas. Nunca foi um aluno ou filho que não desse orgulho. Sua Mãe era uma dona-de-casa adorável, sua Avô o apresentava para todos, seu Pai se orgulhava por cada palavra que saia de sua boca, mas, durante a vida cheia de perguntas e inseguranças, ele tornou-se um outro alguém.
Suas primeiras noites de bebedeira com seus primos o fez prometer nunca mais encostar numa garrafa, obviamente uma promessa que não fora mantida. As primeiras noites de sexo casual aos 17 anos o fez prometer nunca mais repetir, e ele já havia repetido pelo menos três vezes na última semana. Seu primeiro baseado o fez feliz, e ele prometeu que era apenas por curtição, hoje, o pó era uma necessidade.
Sentou-se no sofá bege e sentiu um cheiro doce vindo de uma vela perfumada na mesa de centro, Pedro demorou alguns segundos até decifrar o por que aquele odor fazia-o sentir confortável e perto de estar completo. A imagem foi aos poucos desenhada em sua mente, como um quebra-cabeça: lábios finos, sorriso tímido, olhar atento, cabelos compridos, castanhos e lisos.
Laura o fez descobrir o mundo, seu cheiro doce era espalhado pelo vento que batia na varanda onde se conheceram. Seu rosto era angelical, suas mãos eram macias e ele sabia que aquele toque era ímpar. Laura foi a dona do bater mais forte de seu coração, do sorriso mais espontâneo por uma surpresa, do beijo mais demorado de saudades, do abraço mais apertado de amor.
Pedro lembrou-se do sentimento mais excitante que já havia presenciado, do bater ardido que seu coração já foi responsável, das perguntas sem respostas que o faziam fugir, da insegurança em perder sua liberdade, de não ter aquilo que ele julgava necessário. Lembrou-se de como aquela insegurança o fazia vivo. Era melhor que qualquer whisky importado, melhor que o pó mais puro que já havia experimentado.
Cinco anos haviam se passado desde que Laura o deixou viver sua vida. Ela queria um amor, ele liberdade. Ela queria segurança, ele aventuras. Ela era sentimento, ele razão. Ela era o hoje, ele o amanhã. Ela queria estar presente... ele também. Pedro fugiu daquilo que era certo e correu atrás de seus sonhos, sonhos esses que hoje não mais o satisfaziam.
A cama naquela madrugada parecia fria, procurou encontrar satisfação com as lembranças das noites viradas com Laura ao seu lado, reclamando da sua falta de carinho, pedindo por sua atenção. Pensou no sexo não-casual que eles dividiram por um tempo, do olhar doce que sempre vinha após o prazer, dos cabelos que tantas vezes estiveram entrelaçados em seus dedos. Pedro encontrou felicidade, mas sabia que era tarde.
Era tarde pra ligar e dizer "Sinto muito", tarde pra perceber oque já estivera claro em sua mente algumas vezes. Era tarde pra deixar pra trás sua liberdade. Agarrou o telefone e discou, com a esperança de que ela atendesse, ele ainda sabia seu número sem precisar pensar.
Uma voz rouca atendeu "Alô?", Pedro ficou mudo por alguns segundos e sua mão suava "Laura?", um silêncio absoluto pareceu congelar sua espinha "Pedro?", "Uhum...", "Pedro, é um pouco tarde!", ela disse com uma risada no fim, "É muito tarde?". Laura voltou a rir "4 e meia da manhã... o que aconteceu? Tá tudo bem?", "É muito tarde pra dizer que eu ainda te amo?". Um silêncio tomou conta da situação, "Desculpa, eu não deveria ter ligado...", "Não, eu só não sei o que te dizer...", "Eu demorei demais", ela voltou a rir "É, demorou sim!".
Neste dia, Pedro perdeu a liberdade, mas ganhou a esperança natural de um coração que batia mais forte por alguém que o ensinou a agora, esperar também. "Eu queria te ver", "Pedro... agora eu não posso mais".
As luzes que brilhavam do outro lado do bar pareciam o chamar, ele observava atentamente o piscar do neon vermelho fazendo curvas sob o corpo de alguém. Logo ali, tão perto, mas ele sabia que se seu corpo não chegaria tão longe. Paula curvou-se e cheirou mais um pouco daquilo que a fazia sorrir, ele observou desapontado.
Houve um dia que Pedro não teve a necessidade de se sentir completo no meio de tudo tão perdido. Aquela liberdade que ele almejou por toda sua juventude, neste dia, o fez infeliz. Em um impulso puxou Paula e a abraçou, ela por sua vez, agitada com o sangue bombando em suas veias, o empurrou com um olhar de desprezo. Sua noite acabaria solitária.
Não foi a primeira vez que Pedro sentiu o peso da solidão, o peso de ter tudo mas não ter nada em absoluto. O copo cheio de vodka desceu pela sua garganta sem ele sentir. Pedro tinha o que sonhava: era sócio de uma casa noturna badalada, seu carro atingia 3 dígitos em segundos, seu apartamento nunca ficava vazio e sua cama feita sob medida sempre contava com um corpo esbelto feminino. Mas não naquela noite.
Pedro abriu a geladeira procurando satisfazer sua ansiedade, as garrafas de cerveja e vodka não era o que ele procurava, a caixa quase vazia com algumas torradas não era o que ele queria. Vasculhou os armários e encontrou alguns chocolates perdidos que ao derreterem em sua boca, trouxeram lembranças.
Sua infância havia sido tímida, cheia de dúvidas e problemas. Nunca foi um aluno ou filho que não desse orgulho. Sua Mãe era uma dona-de-casa adorável, sua Avô o apresentava para todos, seu Pai se orgulhava por cada palavra que saia de sua boca, mas, durante a vida cheia de perguntas e inseguranças, ele tornou-se um outro alguém.
Suas primeiras noites de bebedeira com seus primos o fez prometer nunca mais encostar numa garrafa, obviamente uma promessa que não fora mantida. As primeiras noites de sexo casual aos 17 anos o fez prometer nunca mais repetir, e ele já havia repetido pelo menos três vezes na última semana. Seu primeiro baseado o fez feliz, e ele prometeu que era apenas por curtição, hoje, o pó era uma necessidade.
Sentou-se no sofá bege e sentiu um cheiro doce vindo de uma vela perfumada na mesa de centro, Pedro demorou alguns segundos até decifrar o por que aquele odor fazia-o sentir confortável e perto de estar completo. A imagem foi aos poucos desenhada em sua mente, como um quebra-cabeça: lábios finos, sorriso tímido, olhar atento, cabelos compridos, castanhos e lisos.
Laura o fez descobrir o mundo, seu cheiro doce era espalhado pelo vento que batia na varanda onde se conheceram. Seu rosto era angelical, suas mãos eram macias e ele sabia que aquele toque era ímpar. Laura foi a dona do bater mais forte de seu coração, do sorriso mais espontâneo por uma surpresa, do beijo mais demorado de saudades, do abraço mais apertado de amor.
Pedro lembrou-se do sentimento mais excitante que já havia presenciado, do bater ardido que seu coração já foi responsável, das perguntas sem respostas que o faziam fugir, da insegurança em perder sua liberdade, de não ter aquilo que ele julgava necessário. Lembrou-se de como aquela insegurança o fazia vivo. Era melhor que qualquer whisky importado, melhor que o pó mais puro que já havia experimentado.
Cinco anos haviam se passado desde que Laura o deixou viver sua vida. Ela queria um amor, ele liberdade. Ela queria segurança, ele aventuras. Ela era sentimento, ele razão. Ela era o hoje, ele o amanhã. Ela queria estar presente... ele também. Pedro fugiu daquilo que era certo e correu atrás de seus sonhos, sonhos esses que hoje não mais o satisfaziam.
A cama naquela madrugada parecia fria, procurou encontrar satisfação com as lembranças das noites viradas com Laura ao seu lado, reclamando da sua falta de carinho, pedindo por sua atenção. Pensou no sexo não-casual que eles dividiram por um tempo, do olhar doce que sempre vinha após o prazer, dos cabelos que tantas vezes estiveram entrelaçados em seus dedos. Pedro encontrou felicidade, mas sabia que era tarde.
Era tarde pra ligar e dizer "Sinto muito", tarde pra perceber oque já estivera claro em sua mente algumas vezes. Era tarde pra deixar pra trás sua liberdade. Agarrou o telefone e discou, com a esperança de que ela atendesse, ele ainda sabia seu número sem precisar pensar.
Uma voz rouca atendeu "Alô?", Pedro ficou mudo por alguns segundos e sua mão suava "Laura?", um silêncio absoluto pareceu congelar sua espinha "Pedro?", "Uhum...", "Pedro, é um pouco tarde!", ela disse com uma risada no fim, "É muito tarde?". Laura voltou a rir "4 e meia da manhã... o que aconteceu? Tá tudo bem?", "É muito tarde pra dizer que eu ainda te amo?". Um silêncio tomou conta da situação, "Desculpa, eu não deveria ter ligado...", "Não, eu só não sei o que te dizer...", "Eu demorei demais", ela voltou a rir "É, demorou sim!".
Neste dia, Pedro perdeu a liberdade, mas ganhou a esperança natural de um coração que batia mais forte por alguém que o ensinou a agora, esperar também. "Eu queria te ver", "Pedro... agora eu não posso mais".
2.10.08
Disfarce.
Me segurei mais uma vez. Eu nunca soube dizer um adeus e nunca soube aceitar viver sem a minha ilusão de ser feliz. Eu estava feliz. Meu sorriso nunca foi irreal e meus olhos olhavam de lado, disfarçando meu amor. Tentei me esconder.
Não será hoje o dia de eu dizer que já te esquecí e não estou nem ligando se você for embora. Não é nenhum segredo que eu não sei fazer isso, não é surpresa que eu não te mande viver a sua vida bem longe dos momentos que eu sei que também te fizeram feliz. Eu não vou dizer coisas contrárias.
Minha confusão tornou-se parte de mim, e eu não sei como é viver sem ela. Eu não sei se eu quero viver sem ela. Guardo as lembranças no presente, como algo que me segure a continuar. Talvez eu não deva continuar, simples assim, mas, simplicidade não é algo que faz parte de mim, todo mundo sabe.
Cair na mesma história é quase um final feliz, e não é que eu fique procurando remexer ou colar oque já foi quebrado mas é quase inevitável. Eu conheço essa história e sei que ela não talvez não chegue a lugar nenhum muito longe, mas eu nunca liguei pra isso. Eu não vou mentir pra mim.
Não estou bem certa em afirmar que meu outro lado é oposto, que meu outro lado disfarce tudo, menos o olhar. O outro lado se esconde, sem ao menos tentar, diz ser hoje o último dia, que não está nem aí. Sabe esconder as lembranças como se elas tivessem dissipado com o vento. Esse outro lado vive certo, sem confusão alguma, sabe o que quer, e não acredita no inevitável.
Meu outro lado conhece a confusão, não se dá bem com ela exatamente por se sentir exposto, e ele quer disfarçar. Meu outro lado vive pelo amanhã, pelo o que pode vir a acontecer, pelas consequências. Esse outro lado é frio, disfarça ser sensível, torna-se intocável e egoísta, mas sente por dentro as consequências de evitar.
O meu erro é nunca saber em qual lado acreditar, qual deles faz o certo, qual deles eu escolho pro meu amanhã. Qual deles acredita tanto no amor ao ponto de se jogar ou evitar. Qual deles tem mais perguntas que respostas. Qual deles se sente mais livre sendo preso.
No final no dia, os dois lados são iguais, usam máscaras pra fugir do medo de voar sozinho, e, no fim, tudo acaba confuso e sem nenhuma explicação, e é exatamente assim que eu escolho um amanhã acreditando que nada será perfeito, porque nada é perfeito.
Nenhum lado é certo demais, nenhum deles sabe ao certo oque fazer, só seria mais simples juntar os dois e parar de uma vez por todas com a confusão, e todo o disfarce.
Não será hoje o dia de eu dizer que já te esquecí e não estou nem ligando se você for embora. Não é nenhum segredo que eu não sei fazer isso, não é surpresa que eu não te mande viver a sua vida bem longe dos momentos que eu sei que também te fizeram feliz. Eu não vou dizer coisas contrárias.
Minha confusão tornou-se parte de mim, e eu não sei como é viver sem ela. Eu não sei se eu quero viver sem ela. Guardo as lembranças no presente, como algo que me segure a continuar. Talvez eu não deva continuar, simples assim, mas, simplicidade não é algo que faz parte de mim, todo mundo sabe.
Cair na mesma história é quase um final feliz, e não é que eu fique procurando remexer ou colar oque já foi quebrado mas é quase inevitável. Eu conheço essa história e sei que ela não talvez não chegue a lugar nenhum muito longe, mas eu nunca liguei pra isso. Eu não vou mentir pra mim.
Não estou bem certa em afirmar que meu outro lado é oposto, que meu outro lado disfarce tudo, menos o olhar. O outro lado se esconde, sem ao menos tentar, diz ser hoje o último dia, que não está nem aí. Sabe esconder as lembranças como se elas tivessem dissipado com o vento. Esse outro lado vive certo, sem confusão alguma, sabe o que quer, e não acredita no inevitável.
Meu outro lado conhece a confusão, não se dá bem com ela exatamente por se sentir exposto, e ele quer disfarçar. Meu outro lado vive pelo amanhã, pelo o que pode vir a acontecer, pelas consequências. Esse outro lado é frio, disfarça ser sensível, torna-se intocável e egoísta, mas sente por dentro as consequências de evitar.
O meu erro é nunca saber em qual lado acreditar, qual deles faz o certo, qual deles eu escolho pro meu amanhã. Qual deles acredita tanto no amor ao ponto de se jogar ou evitar. Qual deles tem mais perguntas que respostas. Qual deles se sente mais livre sendo preso.
No final no dia, os dois lados são iguais, usam máscaras pra fugir do medo de voar sozinho, e, no fim, tudo acaba confuso e sem nenhuma explicação, e é exatamente assim que eu escolho um amanhã acreditando que nada será perfeito, porque nada é perfeito.
Nenhum lado é certo demais, nenhum deles sabe ao certo oque fazer, só seria mais simples juntar os dois e parar de uma vez por todas com a confusão, e todo o disfarce.
26.9.08
Razões e desilusões.
"O mercado tá cada vez pior! Ou a gnt entra no jogo, ou vamos passar a vida inteira esperando o principe chegar..."
"homem é tudo igual minha filha, não importa a idade.
é DNA isso aí."
"Estar toda bonitona não é mais o suficiente desde quando????"
"Pequenininha, cabelo liso, magrinha. O de sempre!"
"Tá mto foda! Não se fazem mais rapazes como antigamente!"
"Eu já me conformei em morrer encalhada....... "
Tento novamente entender o raciocínio masculino. Encontrar comentários como estes acima não é a coisa mais difícil nesse mundo. Se você é uma pessoa que convive com algumas mulheres, provavelmente vc as ouve quase que diariamente. O que mais me intriga é o fato de olhar para mulheres que têm tudo pra ser a melhor namorada que um homem pode pedir, e ainda assim, ouvir isto.
Talvez os homens não passem pelo "momento família" que nós, mulheres, temos que engolir seco todas as vezes que encontramos com as Tias e Avós. Esse momento além de nos fazer sentir a última solteirona do Universo, nos faz crer que o mar, definitivamente, não está pra peixe.
Encontrar um homem legal já é difícil, encontrar um homem legal que queira algo "sério" é quase uma missão impossível. Isso me faz entender a putaria cotidiana e a inferioridade do sexo feminino na hora de conquistar alguém. Não é nada fácil pra uma mulher tentar viver no século passado quando todas seguravam suas periquitas na gaiola, afinal, se você não dá, outra vai e faz isso por você.
Nos dias de hoje creio que pra um homem te enxergar como uma mulher de verdade você precisa muito mais que estar impecavelmente bem-arrumada, perfumada e disposta a ter uma boa conversa. Você precisa ser loira, magérrima, cabelos lisos e sem sal, mas aquele tipo "picolé de chuchu" que todo cara adora desfilar do lado pra mostrar pros amigos.
Não basta você ser amável, você tem que ser amável sem pegar no pé. Não basta você ser amiga, você tem que ser amiga sem cobrar nada. Não basta você ser bonita, você tem que ser uma Top Model. Não basta você ser quem é, você tem que ser muito além.
Pensando nisso acabei concluindo que, incrivelmente, os homens são muito mais exigentes que todo mundo imagina. Engraçado que quando você está solteira há mais de 4 meses o que você mais ouve dos amigos e "entes queridos" é "Ah, você é muito exigente!". SIM, exigentes talvez porque a gente sabe dar valor a quem nós somos, e desde quando isso não é uma qualidade? Ainda mais nos dias de hoje que homem nenhum com bom papo precise pagar pra levar alguma bonitinha pra cama.
Estranho é discutir isso com homens e eles dizerem "Ah, mas na hora de casar são mulheres como você que a gente procura". Alô, Planeta Terra chamando? Quando algum homem decente decidir CASAR eu e todas as minhas amigas estaremos passando pelo botóx!
Sabe, eu não penso realmente que eu ou alguma amiga minha esteja pensando em casar com 20 e poucos anos, mas ter alguém pra mandar mensagem no celular sem sentir culpa a gente quer sim! Nós queremos alguém pra dividir um pacote de pipoca com manteiga de cinema num domingão chuvoso. Nós queremos SIM alguém pra nos acompanhar nos jantares intermináveis de família sem passar pelo super momento "você tá ficando velha, precisa de um homem!".
A boa notícia é que assim como nós adoramos coisinhas chatinhas do dia-a-dia de um casal chatinho e picolé de chuchu, mas nós igualmente adoramos momentos incríveis de procurar ET's no céu pós orgasmo. Eu não conheço todas as mulheres do Mundo, mas conheço o suficiente pra ter noção do que eu estou dizendo.
Você se apaixona então hoje por um cara da sua idade, ok, a imagem que quase todas as mulheres do mundo [mesmo que for só o meu], é que está então na hora de se congelar por 20 anos, pra quando ele decidir virar homem, aí você estará enxuta, o amando e ele na crise dos 40, te querendo.
Eu não acreditava no que me diziam quando eu era mais nova, que homens só viram homens depois dos 30, minhas amigas também, elas inclusive acreditavam no Papai Noel, Fada do dente e afins. Hoje, contudo, depois de ouvir tanto desespero feminino por homens que as trocam por picolés de chuchu [que adoram escorregar em mãos alheias], eu passei a crer piamente nisso.
Se um dia alguém me provar o contrário, eu volto aqui e escrevo uma declaração pedindo perdão, mas, honestamente? A esperança acaba igualzinho o Strogonoff da Mamãe, vapt-vupt!
E a parte ruim disso tudo é saber que eu não falo só por mim, eu falo por muitas amigas minhas e pessoas que eu conheço que sentem a mesma coisa. Sentem que ser amada é uma missão impossível, que ser desejada é impraticante, que encontrar um homem decente é ilusão.
Para e pensa como essa declaração é triste e deixa o mundo mais cinza. Os homens acabaram com as esperanças femininas, e é ÓBVIO que quando um que não é "TABACUDO" -como diria uma de minhas amigas- leva alguém a sério, acha que a pessoa é uma louca desvairada! Nós não sabemos como é ser amada, não sabemos como reagir a algo bom, não conseguimos crer que isso existe!
E agora vem dizer que a culpa é da mulher? Mil perdões, mas se tem algo que mulher NENHUMA nesse mundo é culpada é de não saber como é ser amada.
Depois reclamam que o número de gays aumenta a cada dia, daqui alguns anos seremos 50% heteros X 50% gays e aí, você homem tabacudo, não terá mais nenhuma pra te dar boa noite, todas elas estarão nos braços de OUTRA, e aí quem vai ter que aprender a dividir e a não ser amado será você.
Por que é tão difícil enxergar qualidades? aceitar o amor? Você não fazendo isso pode acabar com o colorido da vida de alguém, e esse alguém vai ficar chato acabando com o colorido da vida de mais uma multidão, e tudo porque você não soube aceitar amar.
Mulheres, nada que eu disse vai mudar um pedacinho da consciência masculina, mas existem sim vida no Planeta, só tem que ter paciência e muita fé!
"homem é tudo igual minha filha, não importa a idade.
é DNA isso aí."
"Estar toda bonitona não é mais o suficiente desde quando????"
"Pequenininha, cabelo liso, magrinha. O de sempre!"
"Tá mto foda! Não se fazem mais rapazes como antigamente!"
"Eu já me conformei em morrer encalhada....... "
Tento novamente entender o raciocínio masculino. Encontrar comentários como estes acima não é a coisa mais difícil nesse mundo. Se você é uma pessoa que convive com algumas mulheres, provavelmente vc as ouve quase que diariamente. O que mais me intriga é o fato de olhar para mulheres que têm tudo pra ser a melhor namorada que um homem pode pedir, e ainda assim, ouvir isto.
Talvez os homens não passem pelo "momento família" que nós, mulheres, temos que engolir seco todas as vezes que encontramos com as Tias e Avós. Esse momento além de nos fazer sentir a última solteirona do Universo, nos faz crer que o mar, definitivamente, não está pra peixe.
Encontrar um homem legal já é difícil, encontrar um homem legal que queira algo "sério" é quase uma missão impossível. Isso me faz entender a putaria cotidiana e a inferioridade do sexo feminino na hora de conquistar alguém. Não é nada fácil pra uma mulher tentar viver no século passado quando todas seguravam suas periquitas na gaiola, afinal, se você não dá, outra vai e faz isso por você.
Nos dias de hoje creio que pra um homem te enxergar como uma mulher de verdade você precisa muito mais que estar impecavelmente bem-arrumada, perfumada e disposta a ter uma boa conversa. Você precisa ser loira, magérrima, cabelos lisos e sem sal, mas aquele tipo "picolé de chuchu" que todo cara adora desfilar do lado pra mostrar pros amigos.
Não basta você ser amável, você tem que ser amável sem pegar no pé. Não basta você ser amiga, você tem que ser amiga sem cobrar nada. Não basta você ser bonita, você tem que ser uma Top Model. Não basta você ser quem é, você tem que ser muito além.
Pensando nisso acabei concluindo que, incrivelmente, os homens são muito mais exigentes que todo mundo imagina. Engraçado que quando você está solteira há mais de 4 meses o que você mais ouve dos amigos e "entes queridos" é "Ah, você é muito exigente!". SIM, exigentes talvez porque a gente sabe dar valor a quem nós somos, e desde quando isso não é uma qualidade? Ainda mais nos dias de hoje que homem nenhum com bom papo precise pagar pra levar alguma bonitinha pra cama.
Estranho é discutir isso com homens e eles dizerem "Ah, mas na hora de casar são mulheres como você que a gente procura". Alô, Planeta Terra chamando? Quando algum homem decente decidir CASAR eu e todas as minhas amigas estaremos passando pelo botóx!
Sabe, eu não penso realmente que eu ou alguma amiga minha esteja pensando em casar com 20 e poucos anos, mas ter alguém pra mandar mensagem no celular sem sentir culpa a gente quer sim! Nós queremos alguém pra dividir um pacote de pipoca com manteiga de cinema num domingão chuvoso. Nós queremos SIM alguém pra nos acompanhar nos jantares intermináveis de família sem passar pelo super momento "você tá ficando velha, precisa de um homem!".
A boa notícia é que assim como nós adoramos coisinhas chatinhas do dia-a-dia de um casal chatinho e picolé de chuchu, mas nós igualmente adoramos momentos incríveis de procurar ET's no céu pós orgasmo. Eu não conheço todas as mulheres do Mundo, mas conheço o suficiente pra ter noção do que eu estou dizendo.
Você se apaixona então hoje por um cara da sua idade, ok, a imagem que quase todas as mulheres do mundo [mesmo que for só o meu], é que está então na hora de se congelar por 20 anos, pra quando ele decidir virar homem, aí você estará enxuta, o amando e ele na crise dos 40, te querendo.
Eu não acreditava no que me diziam quando eu era mais nova, que homens só viram homens depois dos 30, minhas amigas também, elas inclusive acreditavam no Papai Noel, Fada do dente e afins. Hoje, contudo, depois de ouvir tanto desespero feminino por homens que as trocam por picolés de chuchu [que adoram escorregar em mãos alheias], eu passei a crer piamente nisso.
Se um dia alguém me provar o contrário, eu volto aqui e escrevo uma declaração pedindo perdão, mas, honestamente? A esperança acaba igualzinho o Strogonoff da Mamãe, vapt-vupt!
E a parte ruim disso tudo é saber que eu não falo só por mim, eu falo por muitas amigas minhas e pessoas que eu conheço que sentem a mesma coisa. Sentem que ser amada é uma missão impossível, que ser desejada é impraticante, que encontrar um homem decente é ilusão.
Para e pensa como essa declaração é triste e deixa o mundo mais cinza. Os homens acabaram com as esperanças femininas, e é ÓBVIO que quando um que não é "TABACUDO" -como diria uma de minhas amigas- leva alguém a sério, acha que a pessoa é uma louca desvairada! Nós não sabemos como é ser amada, não sabemos como reagir a algo bom, não conseguimos crer que isso existe!
E agora vem dizer que a culpa é da mulher? Mil perdões, mas se tem algo que mulher NENHUMA nesse mundo é culpada é de não saber como é ser amada.
Depois reclamam que o número de gays aumenta a cada dia, daqui alguns anos seremos 50% heteros X 50% gays e aí, você homem tabacudo, não terá mais nenhuma pra te dar boa noite, todas elas estarão nos braços de OUTRA, e aí quem vai ter que aprender a dividir e a não ser amado será você.
Por que é tão difícil enxergar qualidades? aceitar o amor? Você não fazendo isso pode acabar com o colorido da vida de alguém, e esse alguém vai ficar chato acabando com o colorido da vida de mais uma multidão, e tudo porque você não soube aceitar amar.
Mulheres, nada que eu disse vai mudar um pedacinho da consciência masculina, mas existem sim vida no Planeta, só tem que ter paciência e muita fé!
11.9.08
Labirinto.
Fechei os olhos ao sentir meu peito queimando por dentro, meu coração acelerou e minhas mãos soavam. Prendí a respiração por alguns instantes e, em quase um segundo, me arrependí.
Analisei as palavras, revirei pensamentos e desenterrei as emoções, lá estava eu perdida, mais uma vez. Uma, duas, três, incontáveis vezes que o tempo não foi suficiente. O tempo me fez bem assim como me fez mal.
A ansiedade de querer algo que talvez não seja aquilo que eu espero, os minutos de ira e as horas de sorrisos espontâneos. Talvez eles não sejam suficientes, não mais.
Ficar entre o sim e o não acabando com a minha sobriedade, fazendo de mim alguém pior, alguém que não está contente, alguém que se sente infeliz, alguém que se acha medíocre. Eu não preciso disso.
Eu não preciso, mas mesmo assim isso parece precisar de mim. Me falta ar novamente e minha garganta parece se fechar, meu rosto treme e é inevitável segurar uma lágrima. Uma, duas, três, incontáveis lágrimas que não foram suficientes. Tento me convencer que eu sou forte. Eu costumava ser mais forte.
Aqui estou eu, arrependida, mais uma vez, me fazendo perguntas, e auto-análises incansáveis que não chegam perto de respostas claras, somente me levam a pensamentos absurdos, a atos impulsivos e ao crescimento das minhas dúvidas. Eu não quero mais aguentar.
Eu luto contra os sinais do meu corpo, que clamam por descanso, que em desespero mandam eu parar. Chego a planos absurdos de mudança, a atos desesperados por atenção, a falta de ser quem eu realmente sou. Eu sei ser diferente, eu preciso ser diferente.
Esse labirinto parece não ter saída, o que não me impressiona, já que eu não me lembro como eu entrei dentro dele. Eu olho pra cima e tenho a impressão de ser maior que as paredes, mas eu olho por cimas delas e não enxergo nada. Eu nunca enxerguei muito bem, eu preciso enxergar melhor.
Abrí os olhos e a luz chegou a queimar, essa luz parece incomodar, eu quero apagá-la mas eu estou com medo de ficar no escuro, mais uma vez. O escuro me dá medo, e eu me pergunto por quê eu passo tanto tempo nele. Eu gostava do sol, mas agora... eu não quero que ele apareça... não agora.
Analisei as palavras, revirei pensamentos e desenterrei as emoções, lá estava eu perdida, mais uma vez. Uma, duas, três, incontáveis vezes que o tempo não foi suficiente. O tempo me fez bem assim como me fez mal.
A ansiedade de querer algo que talvez não seja aquilo que eu espero, os minutos de ira e as horas de sorrisos espontâneos. Talvez eles não sejam suficientes, não mais.
Ficar entre o sim e o não acabando com a minha sobriedade, fazendo de mim alguém pior, alguém que não está contente, alguém que se sente infeliz, alguém que se acha medíocre. Eu não preciso disso.
Eu não preciso, mas mesmo assim isso parece precisar de mim. Me falta ar novamente e minha garganta parece se fechar, meu rosto treme e é inevitável segurar uma lágrima. Uma, duas, três, incontáveis lágrimas que não foram suficientes. Tento me convencer que eu sou forte. Eu costumava ser mais forte.
Aqui estou eu, arrependida, mais uma vez, me fazendo perguntas, e auto-análises incansáveis que não chegam perto de respostas claras, somente me levam a pensamentos absurdos, a atos impulsivos e ao crescimento das minhas dúvidas. Eu não quero mais aguentar.
Eu luto contra os sinais do meu corpo, que clamam por descanso, que em desespero mandam eu parar. Chego a planos absurdos de mudança, a atos desesperados por atenção, a falta de ser quem eu realmente sou. Eu sei ser diferente, eu preciso ser diferente.
Esse labirinto parece não ter saída, o que não me impressiona, já que eu não me lembro como eu entrei dentro dele. Eu olho pra cima e tenho a impressão de ser maior que as paredes, mas eu olho por cimas delas e não enxergo nada. Eu nunca enxerguei muito bem, eu preciso enxergar melhor.
Abrí os olhos e a luz chegou a queimar, essa luz parece incomodar, eu quero apagá-la mas eu estou com medo de ficar no escuro, mais uma vez. O escuro me dá medo, e eu me pergunto por quê eu passo tanto tempo nele. Eu gostava do sol, mas agora... eu não quero que ele apareça... não agora.
do capítulo "A Fé".
Analisando os pensamentos, me pego caindo muitas vezes, me pergunto "O que fazer pra parar de cair?". Um dia eu achei que não ser mais um no Mundo pudesse me fazer simplesmente estar alí, e até não desaparecer. Ser inesquecível.
A verdade é que às vezes quando você está numa água morna e tranquila, você procura encontrar o fogo que arde e te sufoca. Nesses momentos pensamentos de testes de paciência e de eterna busca de soluções dominam o seu ser.
Nessas horas você gostaria de saber como te pegaram novamente e o que, afinal, querem de você. Testes de fidelidade e de amizade constantemente presentes, e o que você vai fazer sobre isso? O quê? Desistir?
Desistir, não, você não é mais um pra desistir tão fácil. O poder é obtido pelo poder que lhe é dado, e alguém só confia em você quando existe proteção, então... Continuo protegendo pra garantir minha situação.
Um dia você para pra pensar que tudo que estava ao seu alcance foi feito, e que, mesmo acompanhando e se moldando àquela pessoa, talvez o problema não tenha nada a ver com você.
Foi aquela guria que fez uma bagunça na vida dele, e acabou com as esperanças de existência de felicidade, ou a falta de um abraço materno cheio de carinho, ou mesmo um sorriso sincero do Pai orgulhoso. Ou talvez, ele ainda sinta falta daquela guria que não é você, que não usa maquiagens e anda com calças largas, mas que vira o mundo dele de ponta cabeça.
E mesmo você sendo péssima em jogos e costuma desistir de todos, com ele você não consegue largar na mesa e ir embora. Você até se pergunta se é o jeito que ele fala e se move, ou se é o jeito que ele faz você falar e se mover.
Então, pra não se arrepender em não ter sorrido quando podia, de não ter aproveitado enquanto ele estava lá do seu lado, você vive impulsivamente voltando... e caindo, sucetivamente.
Mesmo que o "eu vou" que ele te diz não seja mais forte como costumava ser. A gente costuma continuar acreditando que um dia, quem sabe, qualquer hora dessas, ele ou o mundo inteiro mude.
Vamos adotar uma nova filosofia, um novo modo de ver a vida, mexer com o mundo de alguém, brilhar nos olhos de outro, e aí... lentamente perceber que você não precisa conhecer isso por muito tempo pra continuar achando que ao lado dele é o lado que você deve ficar.
E então, todos seus amigos vão te dizer que você perdeu a cabeça, e tentarão fazer você mudar e parecer diferente, mas você sabe que não adianta muito mentir. E desde quando a gente sabe se está vivendo certo? Eu estaria vivendo certo? Fazendo certo?
Uma hora você acaba descobrindo se a dedicação, paixão ou sofrimento sem nenhum fundamento realmente valeram a pena. Porque, afinal, o amor sempre está a caminho. Agora, eu tô sozinha, mas o amor está a caminho.
A verdade é que às vezes quando você está numa água morna e tranquila, você procura encontrar o fogo que arde e te sufoca. Nesses momentos pensamentos de testes de paciência e de eterna busca de soluções dominam o seu ser.
Nessas horas você gostaria de saber como te pegaram novamente e o que, afinal, querem de você. Testes de fidelidade e de amizade constantemente presentes, e o que você vai fazer sobre isso? O quê? Desistir?
Desistir, não, você não é mais um pra desistir tão fácil. O poder é obtido pelo poder que lhe é dado, e alguém só confia em você quando existe proteção, então... Continuo protegendo pra garantir minha situação.
Um dia você para pra pensar que tudo que estava ao seu alcance foi feito, e que, mesmo acompanhando e se moldando àquela pessoa, talvez o problema não tenha nada a ver com você.
Foi aquela guria que fez uma bagunça na vida dele, e acabou com as esperanças de existência de felicidade, ou a falta de um abraço materno cheio de carinho, ou mesmo um sorriso sincero do Pai orgulhoso. Ou talvez, ele ainda sinta falta daquela guria que não é você, que não usa maquiagens e anda com calças largas, mas que vira o mundo dele de ponta cabeça.
E mesmo você sendo péssima em jogos e costuma desistir de todos, com ele você não consegue largar na mesa e ir embora. Você até se pergunta se é o jeito que ele fala e se move, ou se é o jeito que ele faz você falar e se mover.
Então, pra não se arrepender em não ter sorrido quando podia, de não ter aproveitado enquanto ele estava lá do seu lado, você vive impulsivamente voltando... e caindo, sucetivamente.
Mesmo que o "eu vou" que ele te diz não seja mais forte como costumava ser. A gente costuma continuar acreditando que um dia, quem sabe, qualquer hora dessas, ele ou o mundo inteiro mude.
Vamos adotar uma nova filosofia, um novo modo de ver a vida, mexer com o mundo de alguém, brilhar nos olhos de outro, e aí... lentamente perceber que você não precisa conhecer isso por muito tempo pra continuar achando que ao lado dele é o lado que você deve ficar.
E então, todos seus amigos vão te dizer que você perdeu a cabeça, e tentarão fazer você mudar e parecer diferente, mas você sabe que não adianta muito mentir. E desde quando a gente sabe se está vivendo certo? Eu estaria vivendo certo? Fazendo certo?
Uma hora você acaba descobrindo se a dedicação, paixão ou sofrimento sem nenhum fundamento realmente valeram a pena. Porque, afinal, o amor sempre está a caminho. Agora, eu tô sozinha, mas o amor está a caminho.
Medo.
Queria falar sobre o medo. Já reparou como ele é presente em quase todos os momentos da vida? e normalmente o medo está sempre relacionado à perda, pode reparar.
Quando o problema é briga, por exemplo, o medo é de perder a pessoa ou de perder a razão. Se você tem alguém, você tem medo de perder essa pessoa pra outra, e se você não tem ninguém tem medo de se perder por alguém que te faça ter medo de um dia perdê-la.
Tem também o medo que começa quando você entra em algo que, normalmente, você tem medo de viver, por que alguma coisa você também vai perder.
Engraçado é que no final das contas a gente acaba perdendo mas também acaba ganhando, e esse é o ciclo da vida. às vezes você ganha alguém pra perder outro alguém, puro destino, e aí esse outro alguém ao ver que pode te perder passa a ter medo disso também.
A vida é um emaranhado de emoções bem estranho e complicado, se você não tomar cuidado se perde mais que cego em tiroteio, e normalmente a gente só consegue tomar conta do nosso emaranhado quando conhece bem o lugar.
Acontece que, na maioria das vezes, a gente não conhece tão bem assim o lugar, e chega uma hora que você se depara com um emaranhado de sentimentos, sensações novas e situações esquisitas, e tudo que é desconhecido dá... medo.
De qualquer modo não tem como parar o mundo por uns 10 minutos pra você tentar se encontrar, então, antes de tentar arrumar a bagunça tente simplesmente não fazê-la. Tá, provavelmente a bagunça já está feita, aí é hora de você sentar, escrever um texto que dê a idéia de que tá tudo bem e que você sabe sobre o que está dizendo, assim acaba enganando o cérebro e enganando também o coração.
Meu Deus, como é difícil viver... não?
Quando o problema é briga, por exemplo, o medo é de perder a pessoa ou de perder a razão. Se você tem alguém, você tem medo de perder essa pessoa pra outra, e se você não tem ninguém tem medo de se perder por alguém que te faça ter medo de um dia perdê-la.
Tem também o medo que começa quando você entra em algo que, normalmente, você tem medo de viver, por que alguma coisa você também vai perder.
Engraçado é que no final das contas a gente acaba perdendo mas também acaba ganhando, e esse é o ciclo da vida. às vezes você ganha alguém pra perder outro alguém, puro destino, e aí esse outro alguém ao ver que pode te perder passa a ter medo disso também.
A vida é um emaranhado de emoções bem estranho e complicado, se você não tomar cuidado se perde mais que cego em tiroteio, e normalmente a gente só consegue tomar conta do nosso emaranhado quando conhece bem o lugar.
Acontece que, na maioria das vezes, a gente não conhece tão bem assim o lugar, e chega uma hora que você se depara com um emaranhado de sentimentos, sensações novas e situações esquisitas, e tudo que é desconhecido dá... medo.
De qualquer modo não tem como parar o mundo por uns 10 minutos pra você tentar se encontrar, então, antes de tentar arrumar a bagunça tente simplesmente não fazê-la. Tá, provavelmente a bagunça já está feita, aí é hora de você sentar, escrever um texto que dê a idéia de que tá tudo bem e que você sabe sobre o que está dizendo, assim acaba enganando o cérebro e enganando também o coração.
Meu Deus, como é difícil viver... não?
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